Ouro sobe forte em meio a incertezas comerciais e fraqueza do dólar
O ouro terminou em forte alta nesta 2ªF, puxado pela busca por ativos seguros em meio às incertezas econômicas após a Suprema Corte americana derrubar, na última sexta (20/02), boa parte das tarifas recíprocas de Trump.
No mesmo dia, o presidente americano anunciou uma tarifa global de 10% e, menos de 24h depois, elevou essa cobrança para 15%, além de fazer ameaças de novas decisões comerciais.
As medidas enfraquecem o dólar frente a pares (DXY -0,22% há pouco) e favorecem compra do metal precioso.
O contrato do ouro para abril fechou em alta de 2,85% na Comex, cotado a US$ 5.225,60 por onça-troy.
Giro das 15h: Bolsas e dólar caem após Trump reacender guerra tarifária
O receio de uma nova guerra tarifária, após a taxa de 15% anunciada por Trump no fim de semana, mantém os mercados no vermelho nesta 2ª feira.
Investidores também monitoram as negociações entre EUA e Irã sobre o programa nuclear.
Além disso, aguardam balanços relevantes, como Nvidia (+0,05%) e novos dados da economia americana nesta semana.
Em NY, Dow Jones (-1,55%); S&P500 (-1,05%) e Nasdaq (-1,25%) registram quedas expressivas, movimento que se reflete também no Ibovespa (-0,73%, aos 189.136 pontos).
Por aqui, os grandes bancos (Itaú PN -3,19%; Bradesco PN -2,21%) lideram a correção, após o índice cravar novos recordes na 6ª feira.
O dólar à vista (-0,29%, a R$ 5,1610) acompanha a fraqueza da divisa americana no exterior (DXY -0,12%, aos 97,675 pontos).
Já os juros futuros recuam, especialmente na ponta longa (DI Jan/27 a 13,245%; Jan/33 a 13,290%.)
Europa: Bolsas caem com aversão ao risco após novo plano tarifário de Trump
As principais bolsas europeias iniciaram a semana em baixa, reagindo às recentes decisões de Trump sobre tarifas.
As medidas do presidente norte-americano provocaram uma onda global de aversão ao risco e derruba também os mercados em NY.
Na sexta (20/02), após a Suprema Corte dos EUA ter rejeitado uma parte considerável das tarifas recíprocas, o presidente dos EUA anunciou uma tarifa global de 10%.
Menos de 24h depois, elevou essa cobrança para 15% e ameaçou adotar medidas adicionais.
Diante das incertezas, a União Europeia decidiu congelar a ratificação do acordo comercial com os EUA até que Trump consolide seus planos tarifários reformulados.
No campo macroeconômico, o índice de sentimento das empresas na Alemanha subiu para 88,6 em fevereiro, de 87,6.
O índice ficou ligeiramente acima das expectativas (88,4), sinalizando avanço no ritmo da maior economia da Europa.
No fechamento: Londres -0,02%; Frankfurt -1,06%; Paris -0,22%; e Stoxx 600 -0,49%, aos 627,48 pontos.