Dólar cai em meio a preocupações com novas tarifas de Trump
O dólar à vista recuou diante do real nesta 2ªF, em uma sessão de desvalorização global da moeda americana.
A fraque do dólar ocorre após Donald Trump anunciar no fim de semana o aumento da tarifa sobre importações de 10% para 15%, reacendendo as preocupações de uma guerra comercial.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,14%, a R$ 5,1686, após oscilar entre R$ 5,1398 e R$ 5,1908.
Às 17h01, o dólar futuro para março caía 0,20%, a R$ 5,1755. Lá fora, o índice DXY caía 0,10%, para 97,697 pontos.
O euro subia 0,09%, a US$ 1,1792. E a libra ganhava 0,09%, a US$ 1,3490.
Petróleo tem leve queda com horizonte de nova rodada de negociações EUA-Irã
Os contratos futuros de petróleo tiveram leve queda nesta 2ªF, reagindo à notícia de que haverá uma terceira rodada de negociações entre EUA e Irã sobre um possível acordo nuclear.
O encontro está agendado para a próxima quinta (26/02), em Genebra.
As tensões diminuíram um pouco após relatos indicarem que qualquer ataque seria limitado a instalações militares ou locais governamentais, reduzindo o risco de um conflito prolongado entre os dois países e de retaliação de Teerã contra bases americanas na região.
Apesar do alívio nos prêmios de risco do mercado, o Irã reiterou hoje que qualquer ataque, mesmo que limitado, “seria considerado um ato de agressão”.
O contrato do Brent para abril fechou em baixa de 0,37%, a US$ 71,49 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês recuou 0,26%, a US$ 66,31 por barril na Nymex.
Boletim Focus – 23/02
Por equipe econômica PicPay.
O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, confirmou o cenário antecipado em nossa comunicação ao promover uma série de mudanças relevantes nos principais indicadores macroeconômicos acompanhados pelo mercado. A revisão para baixo do IPCA de 2026 foi novamente protagonista do boletim, com a mediana do indicador recuando de 3,95% para 3,91%. Há quatro semanas, o dado era de 4%, enquanto nos últimos cinco dias de coleta, período que costuma concentrar maior parte das alterações nas projeções, a expectativa para o comportamento da inflação ao final do ano recuou para 3,88%. Parte deste movimento pode ser justificado pelo comportamento da inflação de curto prazo, com as projeções do IPCA entre fevereiro e abril revisadas para baixo. Destaque para o dado de fevereiro, que no intervalo das últimas quatro semanas teve sua projeção revisada de 0,54% para 0,45%.
O movimento foi acompanhado por mudanças importantes nas demais variáveis acompanhadas pelo Focus, com a Selic saindo de 12,25% para 12,13% ao final deste ano. Chama atenção o fato de que é relativamente difícil que os juros terminem no patamar em questão ao final do ano, de maneira que o resultado divulgado hoje deve ser interpretado como o primeiro estágio de uma transição para um cenário de juros mais baixos em 2026 por parte do mercado. Embora ainda não seja de fato um consenso entre os participantes da pesquisa, esta redução, acompanhada do melhor cenário de inflação supracitado, deixa evidente a leitura mais positiva acerca do cenário macroeconômico prospectivo.
Outra variável revisada para baixo foi o câmbio, cuja mediana para o final do ano passou de R$/US$ 5,50 para R$/US$ 5,45, além de absorver em boa medida os benefícios dos fluxos financeiros observados até aqui, o resultado reflete ainda a melhor composição da conta de transações correntes, que teve seu resultado revisado de maneira positiva, com o déficit ao final do ano saindo de US$ 67,8 bilhões para US$ 67,7 bilhões.
Não houve mudanças significativas em termos de inflação, juros, câmbio e PIB nos anos subsequentes, com as principais alterações entre 2027 e 2029 ficando a cargo dos indicadores de dívida pública, cujo destaque ficou com a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), que evoluiu gradualmente de 70% do PIB ao final de 2026 para 78,87% em 2029.