Vai rolar: Arrecadação e balanços no Brasil; Trump discursa à noite

[24/02/26] A China voltou dos feriados do Ano Novo Lunar comprando minério, que subiu no pregão asiático, em uma sinalização de que pode impulsionar as commodities e favorecer o Ibovespa.

Mas, nos Estados Unidos, o ambiente é de muitas incertezas, combinando as novas investidas de Trump na política comercial, com as tarifas de 15% a partir de hoje, os riscos geopolíticos com as ameaças contra o Irã, as dúvidas sobre o Fed e os juros, e os temores de sempre sobre IA. O presidente faz esta noite o discurso de Estado da União.

Antes da abertura, sai o balanço da Home Depot, em Nova York. Aqui, GPA, após o fechamento. Entre os indicadores, destaque para os dados externos a arrecadação da Receita.

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Indicadores

▪️ 08h30 – Brasil: BC – Déficit em transações correntes (jan)

▪️ 10h15 – EUA: ADP – Pesquisa semanal de emprego no setor privado

▪️ 11h00 – Brasil: Receita Federal – Arrecadação (jan)

▪️ 12h00 – EUA: Conference Board – Confiança do consumidor (fev)

▪️ 12h00 – EUA: Estoques no atacado (dez)

Eventos

▪️ 10h00 – EUA: Austan Goolsbee (Fed Chicago) participa de evento do NABE

▪️ 11h00 – EUA: Raphael Bostic (Fed Atlanta) discursa em evento institucional

▪️ 11h15 – Reino Unido: Andrew Bailey (BoE) testemunha no Comitê do Tesouro

▪️ 11h15 – EUA: Christopher Waller (Fed) discursa em evento em Boston

▪️ 11h30 – EUA: Lisa Cook (Fed) discursa em evento do NABE

▪️ 14h45 – Alemanha: Christine Lagarde (BCE) participa de discussão em Frankfurt

▪️ 17h20 – EUA: Tom Barkin (Fed Richmond) e Susan Collins (Fed Boston) participam de evento

▪️ 23h00 – EUA: Donald Trump faz discurso de Estado da União

Balanços

▪️ Antes da abertura – Telefónica (Espanha)

▪️ Antes da abertura – Home Depot (EUA)

▪️ Após o fechamento – GPA

▪️ Após o fechamento – Iguatemi

▪️ Após o fechamento – Isa Energia

▪️ Após o fechamento – C&A

▪️ Itália: Telecom Italia (TIM) divulga resultado

Fechamento: Ibovespa bate recorde intradia, mas termina em baixa, seguindo aversão global ao risco

Em um pregão bastante volátil, o Ibovespa chegou a renovar o recorde de máxima intradia (191.002,54 pontos, com ganho de 0,25%), mas sucumbiu à aversão global ao risco diante do cenário de nova guerra tarifária de Trump.

Após romper a marca de 190 mil pontos na sexta (20), o índice fechou em baixa de 0,88% nesta 2ªF, aos 188.853,49 pontos, com giro de R$ 32,3 bilhões.

Entre as blue chips, destaque para a queda dos bancos, sinalizando uma realização de lucros: Santander -5,69% (liderando as perdas do Ibovespa, na mínima de R$ 34,61), Itaú PN -3,62% (R$ 47,45), Bradesco PN -2,44% (R$ 21,23) e BTG -2,52% (R$ 60,61).

Vale foi na contramão do minério (-2,36%) e subiu 0,67% (R$ 87,39), assim como Petrobras (ON +1,95%, a R$ 41,74; e PN +1,63%, a R$ 38,59), que avançou mesmo diante de um leve recuo do petróleo.

A lista das maiores baixas do índice traz Hapvida na segunda posição (-5,05%; R$ 9,97), acompanhada de Vibra (-4,87%; R$ 30,28), após a ANP interditar uma unidade da empresa por conta de uma explosão em tanque de etanol.

Na outra ponta, Raízen liderou com +5,00% (R$ 0,63), seguida de MBRF (+3,88%; R$ 19,53) e Telefônica Brasil (+3,27%; R$ 42,03) após balanço do quarto trimestre.

O dólar à vista caiu 0,14%, para R$ 5,1686.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA:  -0,88% | 188.853,49 pts

▫️ DOW JONES: -1,66% | 48.804,06 pts

▫️ S&P500: -1,04% | 6.837,75 pts

▫️ NASDAQ: -1,13% | 22.627,27 pts

▫️ DÓLAR: -0,14% | R$ 5,1686

▫️ EURO: -0,16% | R$ 6,0896

▫️ BITCOIN: -4,58% | US$ 64.579,00

Juros futuros fecham de lado, com mercado à espera do IPCA-15 e do Caged

Os juros futuros acompanharam o viés de baixa do câmbio durante boa parte da sessão, mas fecharam perto da estabilidade, em um dia sem notícias relevantes para o comportamento das taxas.

O mercado aguarda a divulgação do IPCA-15 de fevereiro e do Caged de janeiro, que podem reforçar a expectativa de corte de 0,5 pp da Selic em março.

Na agenda do dia, o Boletim Focus mostrou nova redução na projeção para o IPCA neste ano, de 3,95% para 3,91%.

A estimativa para a Selic em 2026 recuou de 12,25% para 12,13%, e para o dólar neste ano, passou de R$ 5,50 para R$ 5,45.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,245% (de 13,249% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,595% (12,603%); Jan/31 a 13,045% (13,043%); e Jan/33 a 13,310% (13,304%).