Cautela ainda domina bolsas europeias com foco na tarifa de Trump

As bolsas europeias operam majoritariamente em queda nesta 3ªF, com o sentimento de cautela decorrendo ainda das incertezas comerciais globais diante da nova tarifa do governo Donald Trump, que entra em vigor hoje, e de mais ameaças do presidente americano de elevação das taxas.

Nesse cenário, o Parlamento Europeu adiou mais uma vez a votação sobre acordo comercial firmado entre EUA e União Europeia no ano passado.

Ao mesmo tempo, os investidores continuam acompanhando a temporada de balanços corporativos, com Telefónica divulgando seus resultados trimestrais. Há pouco, a bolsa de Londres caía 0,23%; a de Frankfurt perdia 0,13% e a de Paris tinha leve alta de 0,01%. Por sua vez, os índices STOXX 50 (-0,14%) e STOXX 600 (-0,08%) também recuavam.

Ásia sobe com forte reabertura da China e perspectiva de tarifas mais baixas

A maioria das ações asiáticas fechou em alta na volta dos mercados chineses do Ano Novo Lunar, enquanto as ações de Hong Kong caíram acentuadamente devido a preocupações com a IA. A perspectiva de tarifas comerciais mais baixas dos EUA contra as economias regionais impulsionou as ações.

Setores voltados para a exportação apresentaram crescimento e ajudaram as ações asiáticas a ignorarem o fraco desempenho de Wall Street na véspera.

Na China, Shenzhen e Xangai subiram 1,36% e 0,87%, com o adicional de um forte consumo no feriado.

O Hang Seng de Hong Kong foi o pior desempenho na Ásia, caindo 1,82% devido às perdas de techs e farmacêuticas.

O KOSPI da Coreia do Sul subiu 2,11%, atingindo um recorde histórico; o Nikkei do Japão subiu 0,83% e o Taiex, de Taiwan, +2,75%.

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o aumento da aversão a risco global, após o governo Trump elevar a tarifa de importação para 15%, pressionou as bolsas de NY, com quedas no Dow Jones, S&P500 e Nasdaq. O dólar perdeu força globalmente, Treasuries recuaram e o ouro avançou. No Brasil, o Ibovespa perdeu fôlego e encerrou nos 188 mil pontos, enquanto o dólar caiu para R$ 5,16, menor nível desde maio de 2024. Hoje, destaque para transações correntes, Investimento Direto no País e indicadores de atividade e confiança nos EUA.