Ouro cai com dólar forte e disparada do petróleo em meio a tensões no Oriente Médio

O ouro fechou em baixa nesta 5ªF, pressionado pela alta do dólar e por uma nova disparada nos preços do petróleo, em meio às incertezas sobre a guerra no Irã.

Segundo a mídia israelense, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, está supostamente renunciando à equipe de negociação após uma intervenção da Guarda Revolucionária Islâmica. Há pouco, a moeda americana tinha ganho de 0,34% frente a pares (DXY).

“O ouro continua a seguir as tendências do mercado de petróleo, com o aumento dos custos de energia mantendo em foco o risco de um dólar forte no curto prazo e de uma inflação elevada”, disse Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank, em entrevista à Reuters.

O Irã apreendeu dois navios no Estreito de Ormuz, reforçando seu controle sobre a via navegável estratégica, mesmo após Trump anunciar a suspensão dos ataques, sem sinais de retomada das negociações de paz.

No fechamento, o contrato do metal precioso para junho caiu 0,61%, cotado a US$ 4.724,00 por onça-troy na Comex.

Giro das 15h: Mercados azedam com mudança no comando das negociações de paz no Irã; petróleo dispara 5%

Os mercados globais pioraram sensivelmente na última meia hora, diante de novas notícias vindas do Oriente Médio. A imprensa israelense afirma que o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf, não está mais à frente das negociações diplomáticas com os Estados Unidos.

Ghalibaf era visto como uma figura mais moderada entre autoridades iranianas. Agora, tudo indica que a Guarda Revolucionária Islâmica, considerada a “linha dura” do governo iraniano, passará a tomar as decisões, reduzindo as chances de um acordo com os americanos.

Em outra frente de conflito, o Líbano deixou claro, nas negociações em curso em Washington, que não haverá acordo de paz com Israel enquanto o exército israelense não deixar o país.

Há pouco, em NY, as bolsas mostravam intensa volatilidade (Dow Jones -0,69%; S&P500 -0,70%; Nasdaq -1,30%).

O petróleo ampliou a alta (Brent/junho +5,07%, a US$ 107,08; WTI/junho +5,56%, a US$ 98,13).

Por aqui, o Ibovespa perde 0,70% (191.541 pontos), apesar do avanço de Petrobras ON (+1,19%) e PN (+1,42%).

O dólar virou e passou a subir (+0,23%, a R$ 4,9856). E os juros futuros ampliaram a alta (DI Jan/27 a 14,130%; Jan/33 a 13,600%).

Bolsas europeias fecham mistas com guerra no radar

As bolsas europeias fecharam mistas em meio às tensões no Estreito de Ormuz, agravadas pela ausência de negociações de paz entre EUA e Irã, o que apoiou o petróleo e reacendeu temores de inflação.

Mais cedo, os investidores também analisaram PMIs e uma série de balanços. A bolsa de Paris se descolou dos pares, subindo 0,87%.

Entre as ações individuais, a L’Oréal avançou 8,97%, após divulgar crescimento acima do esperado em seu relatório pós-mercado de ontem, e a Sanofi ganhou 1,21%, após um aumento de 6,2% nas vendas líquidas do 1TRI. Já Renault caiu 1,34%, apesar da sua receita do 1TRI subindo 7,3%. Em outras praças, Nokia saltou 6,55%; Roche +5,17% e Nestlé +4,58%.

No fechamento: Londres -0,21%; Frankfurt -0,24%; Stoxx 600 +0,12% (614,64).