Ouro cai diante de tarifa global menor e alta do dólar

Após atingir a maior cotação em três semanas, no início da sessão, o ouro virou e terminou em baixa.

O alívio veio após a confirmação de uma tarifa extra global de 10% por parte dos EUA, abaixo dos 15% prometidos por Trump no fim de semana – embora fontes da Reuters tenham dito que o governo americano ainda trabalha para implementar a taxa mais alta.

No campo geopolítico, os EUA e o Irã realizarão a terceira rodada de negociações nucleares na quinta-feira (26/02), em Genebra, em meio a crescentes preocupações sobre um possível conflito militar.

Autoridades iranianas têm sinalizado a disposição de chegar a um entendimento, ao passo que a Casa Branca reitera a posição de que a via diplomática sempre foi a primeira opção Trump, mas que ele está disposto a usar força letal caso necessário.

O avanço do dólar frente a pares hoje (DXY +0,12% há pouco) também contribuiu para o movimento do metal precioso.

O contrato do ouro para abril fechou em baixa de 0,94% na Comex, cotado a US$ 5.176,30 por onça-troy.

Giro das 15h: Ibovespa busca novo recorde com Petrobras e Vale; NY sobe com tarifa menor

O Ibovespa (+1,35%, aos 191.401 pontos) segue em alta firme e em busca de novos recordes na tarde desta 3ª feira.

Petrobras ON (+1,82%) e PN (+2,10%) e Vale ON (+1,42%) sustentam os ganhos.

Já o dólar à vista recua (-0,33%, a R$ 5,1515), descolado da alta da moeda americana no exterior (DXY +0,08%, a 97,781 pontos).

O alívio no câmbio também ajuda os juros futuros (DI Jan/27 a 13,225%; Jan/33 a 13,260%).

Em NY, o dia é de recuperação (Dow Jones +0,85%; S&P500 +0,76%; Nasdaq +1,07%), com o mercado sendo surpreendido pela entrada em vigor das tarifas de Trump.

A alíquota é de 10%, menor que os 15% prometidos pelo presidente norte-americano no sábado.

Europa: Bolsas fecham mistas com cautela diante da tarifa global de Trump

As principais bolsas europeias fecharam sem direção única nesta 3ª feira, com os investidores ainda cautelosos diante da nova investida tarifária de Trump.

Hoje, um memorando da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA revelou que a nova cobrança global estreou com alíquota de 10%.

Porcentual é menor do que os 15% que o presidente americano chegou a anunciar no fim de semana.

Uma fonte da Reuters na Casa Branca diz, no entanto, que ele não desistiu dos 15% e a alíquota pode subir, embora ainda não haja uma previsão de quando.