Fechamento: Ibovespa cai com pressão de NY e realização de lucros, apesar do ganho de Petrobras; dólar volta aos R$ 5
Em um pregão bastante volátil, o Ibovespa sucumbiu ao mau humor de NY e caiu pelo segundo dia consecutivo – sinalizando também uma realização de lucros.
O índice fechou em baixa de 0,78%, aos 191.378,43 pontos, com giro mais fraco frente ao usual, de apenas R$ 24,7 bilhões.
As ações da Petrobras (PN +1,36%, a R$ 47,77; e ON +1,13%, a R$ 52,75) novamente impediram um recuo mais expressivo do indicador, impulsionadas pela alta do petróleo em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.
A Vale teve novo dia de queda firme (-1,43%; R$ 85,97), superando a do minério de ferro (-0,32%).
Os bancos também repetiram o script de baixa: Itaú PN -1,89% (R$ 44,18), Bradesco PN -2,16% (R$ 19,97), BTG unit -1,72% (R$ 60,96), BB -1,71% (R$ 23,00) e Santander unit -0,83% (R$ 29,86).
C&A liderou as perdas do Ibovespa com -5,85% (R$ 11,74), seguida de Vamos (-5,68%; R$ 4,32) e Braskem PNA (-5,01%; R$ 8,15).
Do lado positivo, Hapvida ficou no topo com +5,14% (R$ 13,30), acompanhada por Azzas (+2,33%; R$ 21,93) e Weg (+1,86%; R$ 48,28).
O dólar à vista subiu 0,60%, para R$ 5,0036.
Fechamento dos Mercados
▫️ IBOVESPA: -0,78% | 191.378,43 pts
▫️ DOW JONES: -0,36% | 49.310,32 pts
▫️ S&P500: -0,41% | 7.108,40 pts
▫️ NASDAQ: -0,89% | 24.438,50 pts
▫️ DÓLAR: +0,60% | R$ 5,0036
▫️ EURO: +0,11% | R$ 5,8488
▫️ BITCOIN: -0,87% | US$ 77.755,00
Dólar volta aos R$ 5 com tensão externa e risco fiscal no radar
O dólar à vista quebrou a tendência de estabilidade dos últimos dias e fechou com alta expressiva diante do real nesta 5ªF, retomando a casa dos R$ 5.
A piora no câmbio começou com notícias vindas do Oriente Médio, de que o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf, deixou o comando das negociações diplomáticas com os EUA.
No meio da tarde, a informação de que o governo vai anunciar a isenção de PIS/Cofins sobre a gasolina fez a moeda acentuar a alta, junto com os juros futuros, com o mercado preocupado com os impacto fiscal da medida.
O dólar à vista fechou em alta de 0,60%, a R$ 5,0036, após oscilar entre R$ 4,9405 e R$ 5,0176. Às 17h09, o dólar futuro para maio subia 0,77%, a R$ 5,0110.
Lá fora, o índice DXY ganhava 0,22%, aos 98,804 pontos.
O euro caía 0,22%, para US$ 1,1683. E a libra recuava 0,31%, a US$ 1,3464.
Petróleo sobe forte com Ormuz ainda fechado e horizonte incerto de negociações EUA-Irã
Os contratos futuros de petróleo seguem em escalada e alcançaram a quarta sessão consecutiva de ganhos, com o Brent superando a marca de US$ 107 o barril na máxima do dia.
Pela manhã, Trump ordenou a Marinha americana a atirar em qualquer navio iraniano que estivesse colocando minas no Estreito de Ormuz, ao passo que o Irã voltou a demonstrar controle sobre a passagem, com lideranças afirmando inclusive que depositaram no Banco Central do país a primeira leva de pagamentos do pedágio na região.
À tarde, as tensões no mercado se agravaram depois que a emissora israelense N12 noticiou a renúncia do principal negociador do Irã com os EUA, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf.
Enquanto isso, Ormuz permanece praticamente fechado e tanto os EUA quanto o Irã apreenderam navios durante o cessar-fogo.
No fechamento, o contrato do Brent para junho subiu 3,10%, a US$ 105,07 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês avançou 3,11%, a US$ 95,85 por barril na Nymex.