Fluxo leva dólar a R$ 5,12, na 5ª queda seguida

O dólar à vista registrou a 5ª sessão consecutiva de queda diante do real nesta 4ªF, mais uma vez apoiado pela entrada de capital estrangeiro, principalmente em direção à bolsa.

Os números mais recentes da B3 mostram que fluxo gringo está positivo em R$ 12,2 bilhões neste mês e já acumula entrada de R$ 38,5 bilhões na bolsa neste ano.

Os dadosdo BC, por sua vez, mostraram saldo positivo pelo canal financeiro de US$ 2,095 bilhões na semana passada, mais curta por causa do carnaval.

No ano, o fluxo total do BC, considerando também o saldo comercial, mostra entrada líquida de US$ 8,426 bilhões.

Em relatório a clientes, o JP Morgan estima que cerca de US$ 11 bilhões ainda podem entrar na bolsa em 2026.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,59%, a R$ 5,1252, após oscilar entre R$ 5,1191 e R$ 5,1672.

Às 17h05, o dólar futuro para março recuava 0,67%, a R$ 5,1280. Lá fora, o índice DXY perdia 0,16%, aos 97,690 pontos.

O euro subia 0,28%, para US$ 1,1807. E a libra ganhava 0,42%, a US$ 1,3551.

Ouro sobe com tensões geopolíticas e tarifas; problema técnico suspende operações

O ouro avançou na sessão de hoje, impulsionado pela demanda por ativos seguros em meio às tensões no Oriente Médio, às vésperas de uma nova rodada de negociações entre EUA e Irã sobre um possível acordo nuclear, além de temores quanto à política tarifária de Trump.

Minutos antes do fechamento do pregão, a CME Group, que controla a Comex, informou que problemas técnicos afetaram os negócios nos mercados de futuros e opções de metais e gás natural.

Com isso, algumas ordens foram canceladas.

Por volta das 15h, quando as operações foram suspensas, o contrato do metal precioso para abril subia 0,97%, cotado a US$ 5.226,40 por onça-troy.

Giro das 15h: Ibovespa perde fôlego após testar os 192 mil pontos; NY sobe antes do balanço da Nvidia

O Ibovespa opera de lado (-0,03%, aos 191.433 pontos) neste momento, com ações de varejo (GPA -5,11%; Magalu -3,16%) e de bancos (Santander Unit -2,54%; Itaú PN -0,89%) pesando sobre o índice.

A sessão começou em alta, com a bolsa testando os 192.623 pontos na nova máxima histórica intradiária.

Pela manhã, o resultado da pesquisa Atlas Intel mostrando um cenário de empate entre Lula e Flávio Bolsonaro deu o tom da euforia do mercado.

Apesar da indecisão da bolsa nesta tarde, o fluxo externo segue presente, com o dólar à vista em baixa pelo 5º dia seguido (-0,52%, a R$ 5,1286).

Já os juros futuros operam mistos, com os vencimentos curtos (DI Jan/27 a 12,235%) estáveis e longos (Jan/33 a 13,215%) apontando para baixo.

Em NY, as bolsas seguem em alta (Dow Jones +0,63%; S&P500 +0,75%; Nasdaq +1,16%), enquanto os investidores aguardam o resultado da Nvidia (+2,31%) após o fechamento do mercado.