Juros futuros terminam mistos após pesquisa eleitoral e dados fiscais
Os juros futuros terminaram mistos nesta 4ªF, com curtos em leve alta e longos em baixa.
Investidores repercutiram o resultado da pesquisa eleitoral Atlas Intel, que mostrou empate entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual cenário de 2º turno, e reagiram aos dados fiscais.
O resultado do governo central trouxe superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, pouco abaixo dos R$ 89,3 bilhões esperados pelos economistas.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,240% (de 13,221% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,595% (12,567%); Jan/31 a 13,005% (13,005%); e Jan/33 a 13,245% (13,262%).
Petróleo fecha sem direção única à espera de reunião EUA-Irã, de olho na Opep+
Os contratos futuros de petróleo fecharam mistos nesta 4ªF, na véspera de uma nova reunião entre EUA e Irã, em Genebra, para discutir um possível acordo nuclear.
Ontem, Trump disse que prefere um entendimento, mas que “jamais permitirá” que o país tenha uma arma do tipo.
O dia teve ainda importantes manifestações da Opep+.
O cartel disse que os crescentes riscos de conflito no Oriente Médio estão obscurecendo as perspectivas e atrapalhando o plano de ação antes da reunião de domingo que vem.
O grupo deverá considerar um aumento na produção de 137 mil barris por dia em abril, segundo fontes da Reuters.
Em paralelo, a Arábia Saudita estaria aumentando sua produção e exportações de petróleo como parte de um plano de contingência caso um ataque dos americanos a Teerã interrompa o fornecimento na região.
De pano de fundo, seguem as incertezas quanto à nova política tarifária de Trump.
O contrato do Brent para abril fechou com leve alta de 0,11%, a US$ 70,85 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês caiu 0,32%, a US$ 65,42 por barril na Nymex.
Fluxo leva dólar a R$ 5,12, na 5ª queda seguida
O dólar à vista registrou a 5ª sessão consecutiva de queda diante do real nesta 4ªF, mais uma vez apoiado pela entrada de capital estrangeiro, principalmente em direção à bolsa.
Os números mais recentes da B3 mostram que fluxo gringo está positivo em R$ 12,2 bilhões neste mês e já acumula entrada de R$ 38,5 bilhões na bolsa neste ano.
Os dadosdo BC, por sua vez, mostraram saldo positivo pelo canal financeiro de US$ 2,095 bilhões na semana passada, mais curta por causa do carnaval.
No ano, o fluxo total do BC, considerando também o saldo comercial, mostra entrada líquida de US$ 8,426 bilhões.
Em relatório a clientes, o JP Morgan estima que cerca de US$ 11 bilhões ainda podem entrar na bolsa em 2026.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,59%, a R$ 5,1252, após oscilar entre R$ 5,1191 e R$ 5,1672.
Às 17h05, o dólar futuro para março recuava 0,67%, a R$ 5,1280. Lá fora, o índice DXY perdia 0,16%, aos 97,690 pontos.
O euro subia 0,28%, para US$ 1,1807. E a libra ganhava 0,42%, a US$ 1,3551.