No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o petróleo Brent acima de US$ 105 e o travamento das negociações no Oriente Médio reforçam um choque energético mais persistente. Bolsas de NY caíram e dólar ganhou força global. No Brasil, Ibovespa recuou 0,78% a 191 mil pontos, juros futuros avançaram com leilão robusto do Tesouro e piora no Focus. Dólar voltou a R$ 5,00 após perder suporte abaixo de R$ 4,95.
Vai rolar: Dados do setor externo e início da temporada dos balanços aqui
[24/04/26] A piora na percepção sobre o conflito no Oriente Médio recolocou os ativos em modo de aversão ao risco.
O impasse entre Estados Unidos e Irã ganhou contornos mais estruturais, com sinais de esvaziamento das negociações, manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz e retomada do discurso militar — combinação que sustenta a alta do petróleo e reacende o risco inflacionário global.
No Brasil, a resposta do governo aos combustíveis veio sem efeito imediato e com ruído fiscal.
Na agenda, destaque para o sentimento do consumidor americano de Michigan, dados do setor externo, balanço da Usiminas, antes da abertura, e o salto de quase 20% da Intel no after de Nova York.
👉 Confira abaixo a agenda de hoje
Indicadores
▪️ 03h00 – Reino Unido: Vendas no varejo (mar)
▪️ 05h00 – Alemanha: Ifo – Sentimento das empresas (abr)
Juros futuros avançam com piora externa e ruído fiscal sobre combustíveis
Os juros futuros fecharam com alta expressiva dos prêmio em toda a curva, reagindo à piora do cenário externo e a preocupações com o risco fiscal doméstico.
Lá fora, sinalizações dadas pelo Irã de que vai endurecer o tom das negociações com os EUA provocaram um forte movimento de aversão ao risco nos mercados internacionais e impulsionaram o petróleo.
Aqui, a notícia divulgada no meio da tarde pela Fazenda, de que anunciaria uma isenção total e imediata de impostos federais sobre a gasolina em entrevista coletiva no fim da tarde, gerou ruído fiscal no mercado. Porém, a informação era completamente diferente da que foi previamente divulgada.
Na verdade, o governo enviará ao Congresso um projeto para aproveitar o excedente de arrecadação decorrente da alta do petróleo para reduzir a carga de impostos sobre os combustíveis, incluindo etanol e diesel, com efeito fiscal neutro, mas sem caráter imediato.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,140% (de 13,982% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,710% (13,423%); Jan/29 a 13,575% (13,267%); Jan/31 a 13,625% (13,360%); e Jan/33 a 13,685% (13,461%).