Giro das 15h: Bolsas caem aqui e em NY e juros disparam com inflação no Brasil e EUA

As bolsas americanas seguem em baixa (Dow Jones -1,39%; S&P500 -0,75%; Nasdaq -1,13%) na tarde desta 6ª feira, última sessão de fevereiro, pressionadas pela inflação acima do esperado no PPI.

Incertezas sobre a inteligência artificial e seus possíveis impactos no mercado de trabalho também continuam deixando os investidores cautelosos.

Por aqui, a preocupação com a inflação também dá as cartas, após o IPCA-15 acima das expectativas.

Os juros futuros passam por forte correção de alta, especialmente na ponta curta (Jan/27 a 13,300%; Jan/33 a 13,250%).

Os investidores desmontam as apostas de que o Copom pode adotar um ritmo de cortes da Selic mais acelerado.

O Ibovespa cai 0,88%, aos 189.317 pontos, mas ainda caminha para fechar fevereiro com ganhos acima de 4%.

Passada a briga pela formação da Ptax, o dólar à vista opera de lado (-0,03%, a R$ 5,1374), acumulando baixa de mais de 2% no mês.

Ações da Localiza sobem após balanço do 4TRI

Os papéis ON e PN da Localiza estão na lista das maiores altas do Ibovespa nesta tarde.

A companhia divulgou ontem seus resultados do 4TRI, período em que teve lucro líquido de R$ 939 milhões, alta de 12,1% ante um ano antes.

O Ebitda consolidado somou R$ 3,73 bilhões, avanço de 12,1% sobre o quarto trimestre de 2024.

Há pouco, Localiza ON subia 1,29% (R$ 51,10) e Localiza PN avançava 0,92% (R$ 49,30).  

Europa: Bolsas fecham mistas com balanços e geopolítica no radar; bancos pesam

As principais bolsas europeias fecharam sem direção única nesta 6ª feira, em uma sessão cujos destaques incluem preocupações com o crédito privado.

Isso é resultado da insolvência da provedora de hipotecas britânica Market Financial Solutions, o que derrubou os papéis de bancos. Barclays recuou 4,8% e Santander teve baixa de 2,6%, por exemplo.

O aumento da percepção de risco geopolítico também figura no radar, assim como novos resultados corporativos.

As negociações nucleares entre EUA e Irã devem prosseguir na próxima semana e, apesar das sinalizações positivas quanto a um possível acordo, o mercado segue cauteloso.

Os norte-americanos autorizaram a saída de funcionários não essenciais de sua embaixada em Israel.

Entre as principais movimentações de papéis, a resseguradora Swiss Re subiu 3,7% após lucro recorde de US$ 4,8 bilhões e anúncio de recompra de ações no valor de US$ 1,5 bilhão.

No âmbito econômico, Alemanha, França e Espanha divulgaram dados de inflação, com números de desemprego da Alemanha e da França e preços de imóveis no Reino Unido.

No fechamento: Londres +0,59%, com alta de 6,88% no mês; Frankfurt -0,02%; Paris -0,47%.

Stoxx 600 +0,19%, aos 634,37 pontos, com as três últimas acumulando as seguintes variações mensais, respectivamente: -1,57%, -5,25% e +3,92%.