Bolsas europeias ampliam perdas com preocupações sobre duração de conflito no Oriente Médio

As bolsas europeias ampliam as perdas na sessão desta 3ªF, com as preocupações dos investidores voltadas para a duração do conflito militar deflagrado por EUA e Israel contra o Irã, que já afeta a cotação do petróleo e deve impactar a inflação.

Segundo o presidente Donald Trump, a guerra deve durar entre quatro e cinco semanas, mas o período pode ser prolongado.

Por sua vez, os índices de serviços públicos e de bancos lideram as baixas, enquanto o setor de energia subiu marginalmente, seguindo a tendência de ganhos da véspera.

Há pouco, a bolsa de Londres cedia 2,88%; a de Frankfurt baixava 3,51% e a de Paris tinha perda de 3,11%. Os índices STOXX 50 (-3,76%) e STOXX 600 (-3,40%) também tinham forte recuo.

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a escalada do conflito entre EUA e Irã elevou a volatilidade global e impulsionou o petróleo, com o Brent perto de US$ 82 e alta próxima de 6%. Em NY, índices fecharam mistos, com Dow -0,15%, S&P 500 +0,04% e Nasdaq +0,36%, enquanto o dólar se fortaleceu. No Brasil, o Ibovespa subiu 0,28% a 189 mil pontos, apoiado por Petrobras, e o dólar fechou a R$ 5,16. Hoje, atenção ao PIB do 4º tri de 2025, Caged e PMIs da China.

Giro das 15h: Bolsas ensaiam melhora após Trump falar em “4 a 5 semanas” para fim dos conflitos no Oriente Médio

Depois do estresse inicial provocado pelos ataques dos EUA e Israel ao Irã e pela contraofensiva iraniana com diversos alvos no Oriente Médio, as bolsas ensaiam uma acomodação na tarde desta 2ª feira.

Em NY, o Dow Jones (-0,05%) opera perto da estabilidade, enquanto S&P500 (+0,12%) e Nasdaq (+0,39%) já firmam alta.

Por aqui, o Ibovespa ensaia um movimento de alta (+0,12%, aos 189.008 pontos), embalado por Petrobras ON (+3,86%) e PN (+3,99%).

Em um evento há pouco na Casa Branca, Donald Trump repetiu que a guerra no Oriente Médio vai “levar o tempo que for necessário”, mas que ele estima de “4 a 5 semanas” de conflito.

O petróleo se afastou das máximas, mas segue estressado (WTI/Abril +5,24%, a US$ 70,53; Brent/maio +5,85%, a US$ 77,13).

Os preços devem permanecer assim enquanto durar a interdição do Estreito de Ormuz, onde mais de 150 petroleiros já estão parados.

O dólar à vista ainda avança (+0,69%, a R$ 5,1693), mas já dá sinais de alívio, depois de bater R$ 5,2145 na máxima do dia.

No exterior, o índice DXY sobe 0,96%, aos 98.548 pontos. Os juros futuros também se afastam das máximas (DI Jan/27 a 13,310%; Jan/33 a 13,350%).