Giro das 12h: Ibovespa derrete com escalada da guerra no Irã; nem Petrobras sobe
A guerra no Oriente Médio, em seu quarto dia, escala com o Iraque interrompendo a produção em seus gigantescos campos petrolíferos.
As Forças Armadas de Israel emitiram um alerta de evacuação para outra área em Teerã, sinalizando um ataque iminente.
O petróleo dispara em torno dos 8%, puxando juros, dólar e derrubando os mercados acionários globais por preocupação com a inflação, com o risco de um ciclo de cortes de juros mais lento.
O Ibovespa cai 4,17% (181.413,92) e todos os setores recuam, à exceção das duas ações ligadas ao petróleo (Prio +0,23% e Brava +0,37%).
Bancos pesam (Itaú e Bradesco caindo cerca de 5%), assim como outras ações ligadas à economia doméstica, como varejistas e construtoras, que sentem a subida entre 23 e 33 pontos nas taxas de juros.
O dólar avança à máxima de R$ 5,3125 (+2,84%), em linha com o exterior. DXY aos 99,348 pontos (+0,98%).
Em NY, os contratos do S&P 500, do Nasdaq e do Dow Jones recuam 2,03% e -2,19% e -2,07%, respectivamente.
Vale cai mais de 4%, na contramão do minério, com aversão a risco
As ações da Vale caem 4,24%, negociadas a R$ 84,42, mesmo depois de o minério de ferro ter fechado com ganho de 0,67% em Dalian (China).
Analistas dizem que os papéis do setor, que caem em bloco, são afetados pela aversão a risco no mercado global, em razão do conflito no Oriente Médio.
Apenas ações de petroleiras operam em alta no Ibovespa, mas mesmo assim com ganhos bem distantes das valorizações de mais de 6,70% dos contratos futuros da commodity.
Há pouco, CSN Mineração caía 3,85% (R$ 5,25) e CSN tinha baixa de 5,23% (R$ 7,98).
Gerdau cedia 4,09% (R$ 19,95); Metalúrgica Gerdau recuava 4,53% (R$ 8,85) e Usiminas registrava queda de 4,78% (R$ 6,57).
Abertura: Dólar e juros seguem exterior avesso ao risco por incerteza sobre a guerra no Irã
Cenário gerado pelo conflito pode adiar cortes de juros
Dólar e juros sobem em linha com o exterior, que busca segurança por incerteza sobre a duração da guerra no Irã.
O cenário de preços mais altos de energia levanta preocupação com a inflação, que pode subir e adiar os cortes de juros.
Há pouco, o dólar subia 1,63% contra o real, a R$ 5,2500 e as taxas de juros avançavam em toda a curva, entre 12 e 17 pontos.
O DXY ganha 0,78% (99,147) e os rendimentos dos Treasuries também sobem (o de 10 anos a 4,09%).
O dólar ganha 0,22% (157,738/US$) ante o iene, também considerado uma moeda de refúgio.
Isso se explica por que que cerca de um terço das importações japonesas de energia passam pelo Estreito de Ormuz, enquanto os EUA são grandes exportadores da commodity.
Entre os indicadores do dia, o PIB do Brasil expandiu 1,8% no 4Tri, marcando o 20º trimestre consecutivo de crescimento.
Logo mais, às 11h, saem os dados do Caged. O Ibovespa cai à mínima de 183.472,30 pontos (-3,08%).