Giro das 15h: Bolsas ainda caem forte, mas se afastam das mínimas; dólar testa os R$ 5,34, mas agora vale R$ 5,28
O clima de aversão ao risco ainda predomina nos mercados, diante da continuidade dos conflitos no Oriente Médio.
Apesar disso, as bolsas norte-americanas se afastaram das mínimas (Dow Jones -1,20%; S&P500 -1,28%; Nasdaq -1,59%), com investidores já vendo algumas “pechinchas” em meio ao clima de incertezas.
O Ibovespa ainda cai forte (-3,37%, aos 182.921 pontos), com mais “gordura” para queimar do que os mercados norte-americanos neste ano, mas também está longe da mínima do dia (180.518,33).
Petrobras ON (+0,25%) e PN (+0,44%) esboçam altas modestas, apesar da nova disparada do petróleo (Brent/maio +5,94%, a US$ 82,36; WTI/abril +6,33%, a US$ 75,74).
O dólar à vista avança 2,22%, a R$ 5,2814, depois de cravar R$ 5,3441 no pior momento do dia.
Os juros futuros também mostram altas expressivas (Jan/27 a 13,490%; Jan/33 a 13,560%), incorporando até 33 pb aos prêmios.
Isso acontece em meio ao clima de maior aversão ao risco e de incertezas sobre a trajetória da inflação e sobre os planos do Copom.
Europa: Bolsas voltam a cair forte com incertezas sobre impacto global da guerra EUA-Irã
As principais bolsas europeias fecharam em forte queda nesta 3ª feira, acentuando os prejuízos de ontem.
O comportamento segue a forte aversão ao risco vista também no mercado norte-americano.
Isso é reflexo das incertezas sobre o real impacto da guerra entre EUA e Irã na economia global, tendo em vista o horizonte indefinido de duração do conflito.
Trump estimou ontem que a duração deve ser entre quatro e cinco semanas, mas os investidores temem um período maior, afetando a inflação mundo afora.
No fechamento: Londres -2,75%; Frankfurt -3,44%; Paris -3,46%; e Stoxx 600 -3,18%, aos 603,08 pontos.
GPA cai mais de 11% e lidera baixas do Ibovespa
As ações do GPA registram baixa de 11,43%, negociadas a R$ 2,79 (R$ 2,72, na mínima), o pior desempenho do Ibovespa.
Os papéis são pressionados pelo rebaixamento da nota de crédito da companhia de “A” para “CCC” pela Fitch.
Além disso, a varejista entrou com pedido para bloquear as ações que pertencem ao acionista Casino Guichard-Perrachon e eventuais valores obtidos com a venda desses papéis.
O objetivo é proteger seus direitos e garantias enquanto a disputa está em andamento.
Somam-se a esses fatores, o cenário de forte aversão a risco nos mercados em meio as tensões geopolíticas. No mesmo setor, Assaí recua 5,73% (R$ 8,72).