Vai rolar: Inflação é destaque aqui e nos EUA

[27/02/26] O fim de semana chega mais leve com a ameaça de um ataque ao Irã afastada, por ora, após representantes de Washington e Teerã marcarem nova reunião para prosseguir as negociações sobre um acordo nuclear.

Na agenda dos Estados Unidos, o PPI é o destaque, enquanto Wall Street repercute o salto da Netflix no after hours, depois que desistiu da briga pela Warner.

Aqui, o IPCA-15 de fevereiro é esperado com expectativa elevada pelo mercado de juros. Um resultado favorável tende a se somar à forte apreciação do real e animar apostas em um ritmo mais acelerado de queda da Selic.

No cenário político, mais uma pesquisa eleitoral será divulgada nesta sexta-feira.

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Indicadores

▪️ 04h45 – França: PIB (4º tri, final)
▪️ 07h30 – Índia: PIB (4º tri)
▪️ 08h00 – Portugal: PIB (4º tri, preliminar)
▪️ 08h30 – Brasil: BC – Resultado primário do setor público consolidado (jan)
▪️ 09h00 – Brasil: IPCA-15 (fev)
▪️ 10h00 – Alemanha: CPI (fev, preliminar)
▪️ 10h30 – Canadá: PIB (4º tri)
▪️ 10h30 – EUA: PPI (jan)
▪️ 11h45 – EUA: PMI de Chicago (fev)
▪️ 12h00 – EUA: Investimentos em construção (nov/dez)
▪️ 15h00 – EUA: Baker Hughes – Poços e plataformas em operação
▪️ Brasil: Aneel divulga bandeira tarifária de março

Eventos

▪️ 11h00 – Brasil: Reunião trimestral do BC com economistas em SP
▪️ 14h00 – Brasil: Galípolo recebe Joesley Batista (J&F)
▪️ 14h00 – Brasil: Segunda rodada de reunião trimestral do BC com economistas
▪️ 15h00 – Brasil: Alckmin e Mercadante (BNDES) anunciam investimentos na indústria
▪️ 17h00 – EUA: Trump discursa no Texas
▪️ 19h00 – Brasil: Haddad participa do podcast Flow
▪️ Brasil: Instituto Paraná divulga pesquisa eleitoral

Fechamento: Ibovespa tem leve queda com pressão de NY, mas mantém os 191 mil pontos

A bolsa ensaiou uma leve alta, mas perdeu força e acabou fechando praticamente estável, em um dia de aversão ao risco em NY, sobretudo com as techs.

O índice terminou em baixa de 0,13%, aos 191.005,02 pontos, com giro de R$ 29,2 bilhões.

As blue chips de commodities apresentaram grande volatilidade e, ao final, a Vale recuou 0,84% (R$ 89,21), diante de um minério de ferro estável.

O petróleo também oscilou forte durante a sessão, mas acabou perto do zero a zero, o que se refletiu em Petrobras (PN +0,10%, a R$ 39,61; e ON -0,14%, a R$ 42,75).

Entre os bancos, destaque para a queda de 1,09% do BB (27,28). Bradesco PN recuou 0,90% (R$ 20,98), Itaú PN -0,25% (R$ 47,67), BTG +0,39% (R$ 62,04) e Santander unit +0,15% (R$ 34,43).

Rede D’Or liderou as perdas do Ibovespa com -4,53% (R$ 41,55), após balanço trimestral, seguida de Vamos (-2,98%; R$ 4,56) e Natura (-2,73%; R$ 9,61).

Do lado positivo, Marcopolo PN ficou no topo com +5,56% (R$ 7,03), também após resultado do quarto trimestre de 2025, acompanhada de Hapvida (+4,78%; R$ 10,75) e GPA (+4,25%; R$ 3,19).

Após cinco sessões em baixa, o dólar à vista terminou em alta de 0,27%, a R$ 5,1389.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA:  -0,13% | 191.005,02 pts

▫️ DOW JONES: +0,03% | 49.499,20 pts

▫️ S&P500: -0,54% | 6.908,86 pts

▫️ NASDAQ: -1,18% | 22.878,38 pts

▫️ DÓLAR: +0,27% | R$ 5,1389

▫️ EURO: +0,16% | R$ 6,0641

▫️ BITCOIN: -2,32% | US$ 67.410,00

Juros futuros terminam em baixa em meio a clima de aversão ao risco no exterior

Os juros futuros terminaram em baixa nesta 5ªF, após uma sessão sem direcionamento claro, onde pesou o clima de aversão ao risco no exterior e o recuo dos rendimentos dos Treasuries.

Os investidores acompanharam o leilão de 29 milhões de títulos prefixados do Tesouro, que chegou a pressionar as taxas de longo prazo. Na agenda de indicadores do dia, o IGP-M caiu 0,73% em fevereiro, revertendo a alta de janeiro (+0,41%) e com queda maior que a esperada pelo mercado (-0,65%).

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,175% (de 13,230% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,535% (12,578%); Jan/31 a 12,945% (12,987%); e Jan/33 a 13,200% (13,232%).