Petróleo se acomoda e fecha estável com promessa dos EUA de ajuda no Golfo

Após fortes ganhos nas últimas sessões, os contratos futuros de petróleo chegaram a cair nesta 4ªF, pela primeira vez desde o início da guerra dos EUA e Israel com o Irã, e terminaram praticamente estáveis.

O alívio veio depois que Trump prometeu apoio a petroleiros que transitam pelo Golfo Pérsico.

O presidente americano afirmou que, se necessário, a marinha americana começará a escoltar navios-tanque pelo Estreito de Ormuz, além de oferecer ajuda com seguros.

Em paralelo, Bessent declarou hoje à CNBC que a Casa Branca faria uma “série de anúncios” para apoiar o comércio da commodity no Golfo.

O tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz está paralisado pois os armadores temem se tornar alvos de ataques retaliatórios iranianos. O estreito é o ponto de estrangulamento mais importante do mundo para o comércio de petróleo, responsável por cerca de 20% do fluxo global.

No fechamento, o contrato do Brent para maio ficou estável, a US$ 81,40 por barril na ICE, enquanto o WTI para abril apresentou leve alta de 0,13%, a US$ 74,66 por barril na Nymex.

Dólar corrige parte da alta recente, após Trump acalmar os mercados sobre o abastecimento global de petróleo

A melhora na percepção de risco dos investidores sobre o conflito de EUA e Israel contra o Irã ajudou o dólar à vista a recuar frente ao real, devolvendo parte da forte alta registrada ontem.

O mercado segue atento aos desdobramentos no Oriente Médio, mas a promessa de Donald Trump, de colocar a Marinha americana para fazer escolta de petroleiros no Estreito de Ormuz e garantir taxas de seguro mais acessíveis para as empresas de navegação, ajudou a afastar a preocupação com uma possível pressão inflacionária decorrente da disparada do petróleo.

Por aqui, os novos ruídos provocados pelo desdobramento da investigação do caso do Banco Master acabaram prejudicando uma correção mais acentuada do câmbio.

Na agenda do dia, o BC divulgou que o fluxo cambial em fevereiro registrou entrada líquida expressiva, de US$ 5,429 bilhões.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,89%, a R$ 5,2182, após oscilar entre R$ 5,1941 e R$ 5,2574.

Às 17h01, o dólar futuro para abril recuava 1,19%, a R$ 5,2555.

Lá fora, o índice DXY caía 0,23%, para 98,828 pontos.

O euro subia 0,24%, para US$ 1,1640. E a libra ganhava 0,15%, a US$ 1,3374.

Ouro tem leve alta com incertezas sobre conflito EUA-Irã

O ouro fechou em leve alta nesta 4ªF, com a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã voltando a sustentar a busca por ativos seguros.

Em paralelo, o recuo da moeda americana frente a pares também beneficiou o movimento.

Há pouco, o DXY tinha leve baixa de 0,15%, aos 98,902 pontos.

O dia é marcado por informações obscuras sobre o andamento de eventuais discussões sobre o conflito, com Irã negando que tenha procurado Washington para discutir o tema.

Outro ponto de incerteza é a real situação no Estreito de Ormuz, importante rota de escoamento do petróleo, que estaria fechado e a disparada dos preços da commodity pode pressionar a inflação global.

O contrato do metal precioso para abril fechou em leve alta de 0,21% na Comex, cotado a US$ 5.134,70 por onça-troy.