Fechamento: Ibovespa acompanha recuperação em NY e retoma os 185 mil pontos com apoio de bancos; dólar volta para R$ 5,21
A bolsa reagiu nesta 4ªF, em linha com NY, com os investidores ajustando posições diante da leitura de queda excessiva nos últimos dias.
A guerra entre EUA e Irã entrou no quinto dia, mas o alívio veio com promessas de garantias de segurança no Estreito de Ormuz, feitas por Donald Trump, o que conteve a escalada do petróleo e os temores inflacionários.
O Ibovespa fechou em alta de 1,24%, aos 185.366,44 pontos, com giro de R$ 26,8 bilhões.
A recuperação veio apoiada nos bancos, com destaque para BTG (+4,14%; R$ 59,89), Santander (+2,20%; R$ 33,42), Bradesco PN (+1,44%; R$ 20,49) e Itaú PN (+1,42%; R$ 45,01).
Vale novamente contrariou o minério (+0,40%) e caiu 0,46% (R$ 84,09), assim como Petrobras (PN -1,10%, a R$ 40,50; e ON -0,72%, a R$ 44,06), em dia de estabilidade do petróleo.
GPA disparou 14,67% (R$ 2,97) e liderou os ganhos do índice com a confirmação de que contratou consultores para reestruturar sua dívida. A manifestação veio após a Bloomberg noticiar que as alternativas incluem uma eventual recuperação extrajudicial.
Braskem PN ficou em segundo (+13,72%; R$ 10,86), acompanhada de Magazine Luiza (+5,89%; R$ 9,53).
Na outra ponta, Raízen desabou 13,04% (R$ 0,60) após fracasso das negociações entre a Shell e a Cosan para injetar capital na empresa. Assaí ficou em segundo com -3,35% (R$ 8,36), acompanhada de Suzano (-1,34% (R$ 56,50).
Depois da disparada de ontem, o dólar à vista recuou 0,89%, para R$ 5,2182.
Fechamento dos Mercados
▫️ IBOVESPA: +1,24% | 185366,44 pts
▫️ DOW JONES: +0,49% | 48739,41 pts
▫️ S&P500: +0,78% | 6869,50 pts
▫️ NASDAQ: +1,29% | 22807,48 pts
▫️ DÓLAR: -0,89% | R$ 5,2182
▫️ EURO: -0,66% | R$ 6,0886
▫️ BITCOIN: +7,37% | US$ 73.075,00
Juros futuros devolvem parte da alta recente com menor preocupação de disparada do petróleo
Os juros futuros devolveram parte dos prêmios acumulados nos últimos dias, em meio à melhora na percepção de risco global e diante da estabilidade do petróleo, interrompendo a forte alta desde o início da guerra no Irã.
Investidores reagiram à sinalização de Donald Trump, de garantir o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, o que ajudou a afastar as preocupações de pressões inflacionárias decorrentes da disparada no preço da commodity.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,410% (de 13,444% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,865% (12,931%); Jan/31 a 13,225% (13,314%); e Jan/33 a 13,425% (13,508%).
Petróleo se acomoda e fecha estável com promessa dos EUA de ajuda no Golfo
Após fortes ganhos nas últimas sessões, os contratos futuros de petróleo chegaram a cair nesta 4ªF, pela primeira vez desde o início da guerra dos EUA e Israel com o Irã, e terminaram praticamente estáveis.
O alívio veio depois que Trump prometeu apoio a petroleiros que transitam pelo Golfo Pérsico.
O presidente americano afirmou que, se necessário, a marinha americana começará a escoltar navios-tanque pelo Estreito de Ormuz, além de oferecer ajuda com seguros.
Em paralelo, Bessent declarou hoje à CNBC que a Casa Branca faria uma “série de anúncios” para apoiar o comércio da commodity no Golfo.
O tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz está paralisado pois os armadores temem se tornar alvos de ataques retaliatórios iranianos. O estreito é o ponto de estrangulamento mais importante do mundo para o comércio de petróleo, responsável por cerca de 20% do fluxo global.
No fechamento, o contrato do Brent para maio ficou estável, a US$ 81,40 por barril na ICE, enquanto o WTI para abril apresentou leve alta de 0,13%, a US$ 74,66 por barril na Nymex.