Petróleo mantém movimento de alta, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio

Os contratos futuros do petróleo mantêm o movimento de alta nesta 5ªF, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, que chega a seu sexto dia, sem expectativa para um término no curto prazo.

A Guarda Revolucionária do Irã comunicou hoje que atacou e atingiu um petroleiro com bandeira americana no norte do Golfo Pérsico. O incidente ainda não foi confirmado por fontes independentes.

O país também anunciou que o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo, está fechado apenas a navios dos EUA, de Israel, da Europa e de outros aliados ocidentais, fator que pode influenciar na cotação da commodity.

Há pouco, o WTI para abril subia 2,71%, a US$ 76,68; e o Brent para maio ganhava 2,25%, a US$ 83,23.

Bolsas europeias seguem tendência de recuperação da sessão anterior

As bolsas europeias seguem a tendência de recuperação da sessão anterior e operam com alta moderada nesta 5ªF, com os investidores acompanhando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que chega a seu sexto dia, ainda sem perspectiva de um desfecho rápido.

O desempenho das ações na região se beneficiam do anúncio feito pelo Irã de que o Estreito de Ormuz está fechado apenas a navios dos EUA, de Israel, da Europa e de outros aliados ocidentais, o que reduziu o ímpeto de alta do petróleo.

No cenário econômico local, as vendas no varejo na Zona do Euro diminuíram 0,10% em janeiro na comparação com dezembro, enquanto era esperado alta de 0,3%.

O mercado também aguarda a divulgação da ata da última reunião de política monetária do BCE, logo mais.

Há pouco, a bolsa de Londres avançava 0,29%; a de Frankfurt ganhava 0,38% e a de Paris subia 0,22%. Os índices STOXX 50 (+0,34%) e STOXX 600 (+0,39%) também registravam alta.

Bolsas asiáticas se recuperam sob liderança da Coreia do Sul

A Coreia do Sul liderou alta na Ásia (+9,63%), após sua pior queda já registrada (12%), à medida que os mercados globais recuperaram a compostura em meio à volatilidade provocada pela guerra no Oriente Médio.

As ações chinesas subiram (Xangai: +0,64%; Shenzhen: +1,23%) após as elites do partido em Pequim divulgarem suas metas econômicas e e de desenvolvimento (PIB para 2026 entre 4,5% e 5%, a taxa de crescimento mais lenta desde 1991).

O governo chinês ordenou que as principais refinarias de petróleo do país suspendam as exportações de diesel e gasolina, visto que a intensificação do conflito interrompe o fluxo de petróleo bruto de uma das maiores regiões produtoras do mundo.

Nos EUA, o Senado apoiou a campanha militar de Trump contra o Irã, sugerindo que não haverá uma resolução rápida para a guerra.

Em Tóquio, o Nikkei subiu +1,90%; em Hong Kong, o Hang Seng ficou em +0,28%; em Taiwan, o Taiex avançou +2,57%.