Europa: Bolsas fecham majoritariamente em alta com foco em balanços

As principais bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta 5ª feira, com novos recordes em Paris e Frankfurt.

Os resultados corporativos seguem no foco, assim como os anúncios relacionados à IA, gerando desconfiança nos investidores.

Entre os destaques, as ações da gigante alemã de artigos esportivos Puma subiram 9,60% após divulgar perdas anuais menores que o previsto.

Já os papéis da Hikma Pharmaceuticals desabaram 15,9% após projeção de avanço mais lento nas receitas do ano.

No fechamento: Londres +0,43%; Frankfurt +0,46%; Paris +0,72%; e Stoxx 600 praticamente estável (-0,03%), aos 633,28 pontos.

Petroleiras operam majoritariamente em baixa, apesar da virada para o positivo do petróleo

As ações das petroleiras operam majoritariamente em baixa nesta tarde, apesar de os contratos futuros de petróleo, que caíam no início do pregão, terem virado para o terreno positivo.

Isso aconteceu depois de informação da CNN, segundo a qual o líder supremo do Irã ter afirmou que um “acordo imediato” poderia ser alcançado com os EUA se as conversas se restringirem à “não produção de armas nucleares” por Teerã.

Há pouco, Petrobras ON tinha baixa de 0,05% (R$ 42,79) e Petrobras PN caía 0,08% (R$ 39,55).

Brava Energia recuava 1,88% (R$ 18,31) e Prio cedia 0,84% (R$ 53,18). Já Petrorecôncavo avançava 1,09% (R$ 12,10).

Giro das 12h: Ações ligadas a commodities derrubam Ibovespa

O Ibovespa perde os 191 mil pontos da abertura e cai 0,67% (189.961,08) com a baixa nas suas ações de maior peso e ligadas a commodities.

Petrobras (ON -1,35%; PN -1,24%) acompanha queda dos preços do petróleo (cerca de -1,5%).

Além disso, há a notícia de que o Irã pode flexibilizar as negociações nucleares e isso se soma ao potencial aumento da produção da OPEP+.

Vale tem forte perda de 2,80%, entre as maiores hoje, devido a sinais de demanda fraca da China em sessão de estabilidade do minério.

Mais cedo, o IGP-M caiu 0,73% em fevereiro, revertendo a alta de janeiro (+0,41%), o que corrobora apostas em cortes da Selic.

Os juros futuros cedem em linha com os rendimentos dos Treasuries e o dólar passou a subir contra o real, a R$ 5,1512 (+0,51%).

Já o DXY pouco variou, em 97,661 (-0,04%), no aguardo de novos catalisadores.

Pedidos iniciais e contínuos de seguro-desemprego ficaram abaixo das previsões, sinalizando estabilidade no mercado de trabalho norte-americano.

A probabilidade de corte de 0,25 pp nos juros do Fed até junho caiu a 50%, o menor nível do ano até agora, enquanto as expectativas de um terceiro corte até o final do ano foram deixadas de lado.

No dia seguinte ao balanço da Nvidia (-3,42%), os mercados seguem avaliando impacto da demanda por IA, o que deixa os índices americanos mistos.

 Dow Jones sobe +0,39%; o S&P 500 cai -0,28% e o Nasdaq -0,75%.