Europa: Bolsas caem com aumento das incertezas sobre conflito no Oriente Médio
As principais bolsas europeias recuaram nesta 5ª feira, após ligeira recuperação ontem, com os investidores optando pela cautela diante das incertezas quanto ao impacto da guerra entre EUA e Irã.
O conflito entrou hoje no sexto dia e já envolve outros países do Oriente Médio, aumento dos riscos de inflação e prejuízo ao crescimento econômico global.
Os preços do petróleo, por exemplo, voltaram a disparar.
Hoje, o vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, afirmou que é prematuro tirar conclusões, mas disse que uma guerra prolongada e mais ampla pode afetar as projeções de inflação.
Em paralelo, balanços corporativos abaixo do esperado pressionaram as bolsas da região.
No fechamento: Londres -1,45%; Frankfurt -1,61%; Paris -1,49%; e Stoxx 600 -1,37%, aos 604,31 pontos.
Ultrapar fica na lista das maiores altas após resultados do 4TRI
Os papéis da Ultrapar estão entre as maiores altas do Ibovespa nesta quinta-feira.
A companhia teve lucro líquido de R$ 256 milhões no 4TRI, queda de 71% em base anual.
Já a receita líquida somou R$ 37,973 bilhões, alta de 7%, enquanto o Ebitda ajustado recorrente somou R$ 1,745 bilhão, valor 36% maior do que um ano antes.
Casas de análise consideraram os resultados bons, com destaque para os números da Ipiranga.
Há pouco, ação avançava 1,16%, negociada a R$ 26,16.
Giro das 12h: Ibovespa cai em meio à escalada da guerra no Oriente Médio
O Ibovespa cai 1,56%, a 182.469,85, em meio à guerra no Oriente Médio, que derruba os mercados acionários globais e aciona uma corrida por segurança ao ameaçar o crescimento.
O petróleo sobe cerca de 4% por sinalizações de que os ataques podem se intensificar nos próximos dias, provocando incerteza sobre as expectativas para inflação e taxas de juros à frente.
O cenário derruba bancos (Itaú -2,13%; Bradesco PN -1,71%) e ações de grande peso, como Vale (-1,90%), a despeito do minério, e Petrobras (ON -0,43% e PN -0,54%), antes da divulgação do balanço.
Algumas petrolíferas aproveitam os ganhos da commodity: PetroRecôncavo sobe 1,76%; Prio +2,29%; Brava +1,12%.
Mais cedo, a taxa de desemprego no Brasil permaneceu relativamente próxima de sua mínima histórica, reforçando postura mais restritiva do BCB.
No câmbio, o dólar avança a R$ 5,2354 (+0,33%), em linha com o exterior e as taxas de juros acompanham a moeda e os rendimentos dos Treasuries.
O DXY subiu para 99,080 (+0,31%) e em NY as bolsas ensaiavam há pouco uma melhora: Dow Jones -0,62%; S&P 500 -0,07% e Nasdaq +0,30%.