Dólar dispara na esteira da aversão ao risco global, enquanto mercado avalia novas revelações do caso Master
O dólar à vista fechou em forte alta diante do real, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior, conforme investidores avaliam que o conflito de EUA e Israel contra o Irã pode se estender para outros países do Oriente Médio e durar mais do que as 4 ou 5 semanas sugeridas por Trump.
No ambiente doméstico, o vazamento de conversas do celular de Daniel Vorcaro com sua namorada, citando diversas personalidades da República, causou perplexidade entre os agentes do mercado, mas eventuais movimentações em busca de proteção no câmbio foram ofuscadas pelo cenário externo.
O dólar à vista fechou em alta de 1,32%, a R$ 5,2870, após oscilar entre R$ 5,2279 e R$ 5,2945.
Às 17h02, o dólar futuro para abril tinha alta de 0,97%, a R$ 5,3210. Lá fora, o índice DXY subia 0,55%, para 99,313 pontos.
O euro caía 0,54%, a US$ 1,1571. E a libra perdia 0,41%, a US$ 1,3319.
Ouro cai com fortalecimento do dólar frente à guerra no Oriente Médio
Em uma sessão altamente volátil, o ouro fechou em baixa nesta 5ªF, diante do avanço do dólar em meio a temores sobre os impactos econômicos da guerra entre EUA e Irã.
O mercado também espera dados de emprego na sexta (payroll) para avaliar o ritmo da economia americana.
Hoje, Israel lançou mais uma grande onda de ataques contra Teerã, visando o que alegou ser infraestrutura pertencente às autoridades iranianas, após mísseis iranianos terem forçado milhões de israelenses a se refugiarem em abrigos antiaéreos.
Há pouco, a moeda americana subia frente a pares (DXY +0,48%). O contrato do metal precioso para abril fechou em queda de 1,09% na Comex, cotado a US$ 5.078,70 por onça-troy.
Giro das 15h: Bolsas ampliam perdas e petróleo dispara com novos ataques no Oriente Médio
As bolsas acentuaram as perdas em NY (-2,00%; S&P500 -1,34%; Nasdaq -1,24%) e aqui (Ibovespa -2,45%, aos 180.817 pontos).
Isso reflete o aumento do clima de aversão ao risco, após notícias de novos ataques do Irã contra instalações de produção de petróleo no Bahrein.
O barril do Brent para maio sobe 3,76% (US$ 84,46), enquanto o WTI para abril dispara 6,46% (US$ 79,48).
Além da guerra no Oriente Médio, o mercado também monitora os efeitos de mais uma derrota de Trump em outra guerra, a das tarifas.
O Tribunal de Comércio Internacional em Manhattan determinou que o governo reembolse os importadores com juros.
O dólar ganha força globalmente (DXY +0,49%) e também diante do real (+0,86%, a R$ 5,2629), em uma sessão de intensa volatilidade.
Os juros acompanham o viés de alta do câmbio (DI Jan/27 a 13,465%; Jan/33 a 13,595%).