Fechamento: Ibovespa tem queda firme e fica abaixo dos 181 mil pontos com aversão global ao risco; dólar sobe para R$ 5,28
O Ibovespa apresentou queda firme neste 5ªF, na esteira do aumento da percepção de risco global com os desdobramentos da guerra EUA-Irã, que derrubou também as bolsas em NY.
O índice fechou em baixa de 2,64%, aos 180.463,84 pontos, com giro de R$ 32,6 bilhões.
Entre as blue chips, somente Petrobras PN se salvou, ainda assim com uma alta tímida (+0,47%; R$ 40,69) diante da disparada do petróleo, de 8,5% no caso do WTI.
Vale caiu forte (-3,33%; R$ 81,29), a despeito da alta do minério (+1,27%), assim como os bancos: BTG -4,58% (R$ 57,15), BB -3,62% (R$ 25,00), Santander -3,26% (R$ 32,33), Itaú PN -3,33% (R$ 43,51) e Bradesco PN -3,22% (R$ 19,83).
Localiza liderou as perdas do Ibovespa com a PN caindo 7,26% (mínima de R$ 44,47) e a ON -6,87% (R$ 46,90). Minerva ficou em terceiro com -6,42% (R$ 4,52).
Na outra ponta, Braskem PNA ficou no topo com +16,94% (R$ 12,70), seguida das petrolíferas PetroRecôncavo (+2,80%; R$ 12,85) e Prio (+2,59%; R$ 56,96), no embalado do preço da commodity.
O dólar à vista subiu 1,32%, para R$ 5,2870.
Fechamento dos Mercados
▫️ IBOVESPA: -2,64% | 180.463,84 pts
▫️ DOW JONES: -1,61% | 47.954,74 pts
▫️ S&P500: -0,56% | 6.830,71 pts
▫️ NASDAQ: -0,26% | 22.748,99 pts
▫️ DÓLAR: +1,32% | R$ 5,2870
▫️ EURO: +0,35% | R$ 6,1082
▫️ BITCOIN: -2,85% | US$ 71.227,00
Juros futuros avançam mais de 20 pb com estresse global e incerteza sobre inflação
Os juros futuros retomaram o viés de forte alta nesta 5ªF, subindo mais de 20 pb no miolo e na ponta da curva, acompanhando o estresse observado no câmbio e refletindo as preocupações com o cenário externo.
Investidores voltaram a considerar possíveis impactos da disparada do petróleo e do dólar sobre a inflação, caso o conflito seja ampliado para outros países do Oriente Médio e dure mais tempo do que as cinco semanas projetadas por Donald Trump.
A piora no cenário externo pode levar o Copom a ser mais cauteloso no ciclo de afrouxamento monetário esperado para começar no próximo dia 18.
Na agenda do dia, a Pnad Contínua confirmou as expectativas dos economistas e mostrou avanço da taxa de desemprego em janeiro para 5,4%, após registrar 5,1% em dezembro, mas o dado não fez preço na curva.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,505% (de 13,382% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,070% (12,840%); Jan/31 a 13,470% (13,211%) e Jan/33 a 13,650% (13,401%).
Petróleo dispara e atinge nível mais alto desde janeiro de 2025 com escalada da guerra EUA-Irã
Os contratos futuros de petróleo dispararam nesta 5ªF, com o WTI atingindo o nível mais alto desde janeiro de 2025, conforme monitoramento do site Investinglive.
Segundo a publicação, o preço está no patamar mais elevado do governo Trump.
No Valor Econômico, o acompanhamento aponta os maiores patamares intradiários da commodity desde 2024.
No sexto dia de guerra entre EUA e Irã, várias notícias movimentaram o mercado de petróleo, entre elas a de que a principal refinaria do Bahrein pegou fogo após um ataque e a de que um petroleiro foi atingido por um míssil iraniano.
Entre os temores está o de que o conflito dure mais do que a previsão de quatro a cinco semanas, feita por Trump, que hoje afirmou que não pretende recorrer à reserva estratégica de petróleo dos EUA.
Segundo fontes do site Politico, a chefe de gabinete de Trump, Susie Wiles, está instruindo seus assessores a apresentarem ideias para reduzir os preços da gasolina.
No fechamento, o contrato do Brent para maio subiu 4,93%, a US$ 85,41 por barril na ICE, enquanto o WTI para abril avançou 8,51%, a US$ 81,01 por barril na Nymex.