Petróleo volta a disparar e sobe até 35% na semana com escalada da guerra no Irã
Os contratos futuros de petróleo voltaram a disparar nesta 6ªF, com o WTI ultrapassando a marca de US$ 90 o barril, à medida que o Oriente Médio começa a sentir a pressão sobre a produção e capacidade de armazenamento diante da guerra entre EUA e Irã.
O conflito chegou hoje ao sétimo dia.
O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz foi praticamente interrompido, enquanto israelenses e iranianos seguem realizando ataques mútuos.
No Catar, o ministro da Energia alertou que os preços da commodity poderiam chegar a US$ 150 o barril e que o fornecimento do Golfo Pérsico poderia ser totalmente interrompido – podendo levar semanas ou até meses para ser restabelecido.
Em meio ao cenário de caos, os EUA anunciaram hoje um seguro de até US$ 20 bi para perdas marítimas na região do Golfo Pérsico, com o objetivo de dar maior segurança a transportadoras de petróleo.
O conflito segue sem perspectiva para acabar e, hoje, Trump descartou a ideia de um acordo de paz com o Irã, exigindo uma “rendição incondicional”.
No fechamento, o contrato do Brent para maio subiu 8,52%, a US$ 92,69 por barril na ICE, enquanto o WTI para abril disparou 12,20%, a US$ 90,90 por barril na Nymex.
No acumulado da semana, os ganhos recordes alcançam 27,78% e 35,63%, respectivamente.
Dólar devolve parte da alta recente com payroll fraco e alta do petróleo, mas sobe 2,1% na semana
O dólar caiu diante do real nesta 6ªF, acompanhando o viés de correção da moeda americana no exterior, após a alta expressiva da divisa nos últimos dias, com investidores repercutindo o payroll fraco e nova disparada do petróleo.
O fechamento inesperado de 92 mil vagas de trabalho nos EUA em fevereiro, contrariando expectativa de criação de 55 mil empregos, levou o mercado a voltar a acreditar na possibilidade do Fed retomar os cortes de juros na reunião de junho, o que colaborou para enfraquecer o dólar.
Além disso, a alta expressiva do petróleo ajudou as fortalecer as moedas de países produtores, como é o caso do real brasileiro.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,82%, a R$ 5,2438, após oscilar entre R$ 5,2393 e R$ 5,3215. Na semana, a moeda subiu 2,14%.
Às 17h02, o dólar futuro para abril caía 0,55%, a R$ 5,2745. Lá fora, o índice DXY recuava 0,37%, para 98,945 pontos.
O euro caía 0,04%, a US$ 1,1603. E a libra ganhava 0,29%, a US$ 1,3390.
Ouro fecha em alta após payroll, mas cai na semana com pressão do dólar
O ouro subiu nesta 6ªF, após dados mais fracos sobre o emprego nos EUA (payroll) alimentarem as esperanças de um corte de juros pelo Fed.
O BC americano se reunirá em 18 de março e a expectativa para esse encontro é de manutenção das taxas, com o primeiro corte de 2026 previsto para julho, segundo a ferramenta FedWatch da CME.
Na seara geopolítica, Israel bombardeou Beirute após ordenar uma evacuação sem precedentes de todos os subúrbios do sul da capital libanesa, uma grande expansão da guerra contra o Irã iniciada há uma semana ao lado dos EUA.
Apesar do avanço hoje, o dólar mais forte limitou os ganhos do metal precioso, que registrou a primeira queda semanal em cinco semanas.
A moeda americana caminha para sua maior alta semanal em mais de um ano, com a escalada do conflito no Oriente Médio impulsionando a demanda por ativos considerados seguros.
O contrato do ouro para abril fechou em alta de 1,57% na Comex, cotado a US$ 5.158,70 por onça-troy, acumulando baixa de 1,70% na semana. Em 2026, a alta alcança 18,4%. (BDM Online)