Bolsas asiáticas despencam com agravamento da guerra no Oriente Médio

As bolsas asiáticas despencaram, com a disparada do petróleo acima dos US$ 100 por barril pela primeira vez em anos. A escalada do conflito no Oriente Médio alimenta temores de novas pressões inflacionárias globais.

Além disso, o Irã nomeou Mojtaba Khamenei como sucessor de seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo, medida que os mercados veem como uma continuação das políticas de linha dura e das prolongadas tensões geopolíticas.

O KOSPI da Coreia do Sul caiu mais de 8% no início do pregão, acionando os mecanismos de interrupção de negociação. Fechou em -5,96%. No Japão, o Nikkei caiu -5,24%; em Taiwan, o Taiex perdeu -4,43%.

Dados econômicos da China apresentaram um sinal misto, com as leituras de inflação sugerindo que a demanda interna pode estar se estabilizando gradualmente, enquanto o aumento acentuado dos preços globais da energia representa um risco de novas pressões para empresas e consumidores.

O Xangai perdeu -0,67%; o Shenzhen, -0,55% e o Hang Seng, -1,35%.

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã elevou a aversão ao risco global e impulsionou o petróleo, com Brent e WTI acima de US$ 90. Dados fracos do mercado de trabalho nos EUA reforçaram apostas de cortes de juros pelo Fed a partir de julho, enquanto bolsas de NY caíram e o ouro ganhou tração. No Brasil, o Ibovespa recuou 0,61% a 179 mil pontos, pressionado por realização de lucros, apesar da alta de cerca de 5% da Petrobras. O dólar caiu a R$ 5,24 na sexta-feira. A semana será marcada por IPCA, vendas no varejo, serviços e inflação nos EUA.

Vai rolar: Focus é destaque hoje, em semana de inflação

[09/03/26] A semana começa com a escalada furiosa do petróleo até quase US$ 120 e o tombo dos futuros das bolsas em NY, diante da escolha do novo líder no Irã. Trump promete liquidar o conflito até o início de abril e cobra a rendição “incondicional” de Teerã, que resiste.

Em meio ao choque do petróleo, os dados de inflação do CPI (quarta) e PCE (sexta) ganham interesse redobrado nos EUA. Aqui, às vésperas do IPCA de fevereiro (quinta), o estresse praticamente enterra a chance de o Copom abrir com meio ponto o ciclo de queda da Selic.

A semana tem ainda as vendas no varejo e pesquisa de serviços, além da repercussão ao caso Master e à pesquisa Datafolha.

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Indicadores

▪️ 04h00 – Alemanha: Produção industrial (jan)
▪️ 08h00 – Brasil: FGV – IPC-S (semanal)
▪️ 08h25 – Brasil: BC – Relatório Focus
▪️ 15h00 – Brasil: Secex – Balança comercial (semanal)
▪️ 20h50 – Japão: PIB (4º tri, final)

Eventos

▪️ Basileia: Galípolo e Paulo Picchetti participam de reuniões do BIS
▪️ Brasília: Lula recebe o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa

Balanços

▪️ Brasil/antes da abertura – MRV
▪️ Brasil/após o fechamento – Cosan e Direcional