Giro das 12h: Ibovespa abre a semana em queda limitada por petrolíferas

O Ibovespa cai 0,24%, aos 178.928,04 pontos, em desempenho melhor do que NY (Dow Jones -0,94%; S&P 500 -0,65% e Nasdaq -0,37%).

O dia é marcado por busca generalizada por ativos seguros, diante da escalada na guerra no Oriente Médio.

O Irã desafia Trump ao nomear Mojtaba Khamenei para suceder seu pai como líder do país e a continuidade dos ataques já fechou o Estreito de Ormuz.

O petróleo sobe mais de 10% nesta manhã, depois de disparar quase 30%, sustentando ações de petrolíferas do índice brasileiro.

Petrobras ON ganha 5,31% e PN sobe 4,96%; Prio avança 5,57%; Brava tem alta de 2,18%.

O choque inflacionário provocado pela commodity põe em risco a flexibilização monetária à frente.

Mais cedo, o Focus revisou para cima a projeção da taxa Selic do ano de 12,00% para 12,13% e nos EUA o investidor agora espera apenas um corte de 25 pb pelo Fed, em setembro.

No câmbio, o real brasileiro se recupera para R$ 5,2064 (-0,71%), e os juros longos acompanham, enquanto no exterior sobem DXY, aos 99,209 pontos (+0,23%), e rendimentos dos Treasuries.

O vencimento em 2 anos sobe a 3,60% e o de 10 anos, a 4,15%, nível mais alto em um mês.

O cenário de cautela transfere a atenção para uma bateria de dados de inflação: IPCA e CPI dos EUA previstos para 5ª feira e o PCE norte-americano, para 6ª feira.

Braskem opera em alta após Cade aprovar substituto da Novonor como acionista

As ações da Braskem sobem 1,52%, negociadas a R$ 12,69 nesta manhã.

Na última sexta-feira, a companhia informou que a Superintendência-Geral do Cade aprovou, sem restrições, o ato de concentração relacionado à potencial entrada de um Fundo de Investimento em Participações (FIP) na companhia.

Caso a operação seja concluída, o FIP assumirá a participação atualmente detida pela Novonor, que está em recuperação judicial.

Com a publicação do despacho da Superintendência-Geral, passa a contar o prazo de 15 dias para eventual avocação do processo pelo tribunal do Cade.

Abertura: Dólar e juros avançam no exterior, em meio à escalada da guerra no Irã

A moeda norte-americana avança globalmente, atingindo maior cotação em três meses, impulsionada pela escalada da guerra entre EUA e Israel com o Irã.

O DXY sobe a 99,323 pontos (+0,34%) e chegou a bater os 99,695 na máxima.

Já os rendimentos dos Treasuries sobem em toda a curva, com o de 10 anos a 4,15% e o de 2 anos a 3,56%.

Aqui, a moeda fez máxima de R$ 5,2864 antes de virar. Há pouco cedia 0,43%, a R$ 5,2214 e os juros futuros reduziam os ganhos.

Ataques aéreos tanto do lado norte-americano-israelense quanto do lado iraniano alvejaram instalações petrolíferas na região no fim de semana.

O Estreito de Ormuz está efetivamente bloqueado.

O Irã desafia os EUA ao escolher o linha-dura Mojtaba Khamenei como o novo líder supremo, após Trump declarar a nomeação como “inaceitável”.

O petróleo chegou perto dos US$ 120 e nesta manhã moderava os preços, ainda acima dos US$ 100, com o G7 discutindo liberação conjunta de reservas de emergência.

A disparada dos preços da commodity põe em risco a inflação, a flexibilização monetária e o crescimento global.