No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a forte aversão ao risco nos mercados globais diante da intensificação do conflito no Oriente Médio, com impacto sobre o fornecimento de energia e expectativas inflacionárias. O petróleo disparou, com WTI acima de US$ 80 e Brent acima de US$ 85, levando o Fed a revisar cortes de juros. No Brasil, o Ibovespa caiu 2,64%, o dólar subiu a R$ 5,28 e a curva de juros longos avançou.
Vai rolar: Payroll nos EUA e Datafolha e produção industrial aqui
[06/03/26] O petróleo devolvia na madrugada parte da pressão provocada pelo temor de que a ofensiva contra o Irã não seja tão curta quanto Trump espera (final do mês). Mas o risco de choque global de curto prazo na inflação mantém os BCs em alerta. Assim, mesmo que o payroll de fevereiro venha fraco hoje (10h30), é possível que o mercado continue mais preocupado com a inflação do que com o emprego.
Ontem, a aposta majoritária de retomada dos cortes de juro pelo Fed migrou de julho para setembro. Aqui, o suspense é se o Copom vai abrir o ciclo com -0,50pp ou -0,25pp.
Na agenda doméstica, saem a produção industrial de janeiro (9h) e a Datafolha. Antes da abertura, Embraer solta balanço. No after market, os ADRs da Petrobras exibiram queda, frustrados pelo lucro trimestral e dividendos.
👉 Confira abaixo a agenda de hoje
Indicadores
▪️ 04h00 – Alemanha: Encomendas à indústria (jan) ▪️ 07h00 – Zona do euro: PIB (4º tri, final) ▪️ 08h00 – FGV: IGP-DI (fev) ▪️ 09h00 – IBGE: Produção industrial (jan) ▪️ 10h30 – EUA: Payroll (fev) ▪️ 10h30 – EUA: Vendas no varejo (jan) ▪️ 15h00 – EUA: Baker Hughes – Poços e plataformas em operação ▪️ 17h00 – EUA: Crédito ao consumidor (jan) ▪️ 11h00 – Anfavea: Produção de veículos (fev)
Eventos
▪️ 07h00 – Christine Lagarde (BCE) palestra para estudantes ▪️ 11h00 – Reunião trimestral do BC com economistas em SP ▪️ 11h30 – Teleconferência de resultados da Petrobras ▪️ 14h00 – Reunião trimestral do BC com economistas em SP ▪️ EUA: Mary Daly, Anna Paulson e Beth Hammack (Fed) participam de fórum ▪️ Datafolha divulga pesquisa eleitoral
Balanços
▪️ Brasil/antes da abertura – Embraer ▪️ Alemanha/antes da abertura – Lufthansa
Fechamento: Ibovespa tem queda firme e fica abaixo dos 181 mil pontos com aversão global ao risco; dólar sobe para R$ 5,28
O Ibovespa apresentou queda firme neste 5ªF, na esteira do aumento da percepção de risco global com os desdobramentos da guerra EUA-Irã, que derrubou também as bolsas em NY.
O índice fechou em baixa de 2,64%, aos 180.463,84 pontos, com giro de R$ 32,6 bilhões.
Entre as blue chips, somente Petrobras PN se salvou, ainda assim com uma alta tímida (+0,47%; R$ 40,69) diante da disparada do petróleo, de 8,5% no caso do WTI.
Vale caiu forte (-3,33%; R$ 81,29), a despeito da alta do minério (+1,27%), assim como os bancos: BTG -4,58% (R$ 57,15), BB -3,62% (R$ 25,00), Santander -3,26% (R$ 32,33), Itaú PN -3,33% (R$ 43,51) e Bradesco PN -3,22% (R$ 19,83).
Localiza liderou as perdas do Ibovespa com a PN caindo 7,26% (mínima de R$ 44,47) e a ON -6,87% (R$ 46,90). Minerva ficou em terceiro com -6,42% (R$ 4,52).
Na outra ponta, Braskem PNA ficou no topo com +16,94% (R$ 12,70), seguida das petrolíferas PetroRecôncavo (+2,80%; R$ 12,85) e Prio (+2,59%; R$ 56,96), no embalado do preço da commodity.