Dólar devolve parte da alta recente com payroll fraco e alta do petróleo, mas sobe 2,1% na semana
O dólar caiu diante do real nesta 6ªF, acompanhando o viés de correção da moeda americana no exterior, após a alta expressiva da divisa nos últimos dias, com investidores repercutindo o payroll fraco e nova disparada do petróleo.
O fechamento inesperado de 92 mil vagas de trabalho nos EUA em fevereiro, contrariando expectativa de criação de 55 mil empregos, levou o mercado a voltar a acreditar na possibilidade do Fed retomar os cortes de juros na reunião de junho, o que colaborou para enfraquecer o dólar.
Além disso, a alta expressiva do petróleo ajudou as fortalecer as moedas de países produtores, como é o caso do real brasileiro.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,82%, a R$ 5,2438, após oscilar entre R$ 5,2393 e R$ 5,3215. Na semana, a moeda subiu 2,14%.
Às 17h02, o dólar futuro para abril caía 0,55%, a R$ 5,2745. Lá fora, o índice DXY recuava 0,37%, para 98,945 pontos.
O euro caía 0,04%, a US$ 1,1603. E a libra ganhava 0,29%, a US$ 1,3390.
Ouro fecha em alta após payroll, mas cai na semana com pressão do dólar
O ouro subiu nesta 6ªF, após dados mais fracos sobre o emprego nos EUA (payroll) alimentarem as esperanças de um corte de juros pelo Fed.
O BC americano se reunirá em 18 de março e a expectativa para esse encontro é de manutenção das taxas, com o primeiro corte de 2026 previsto para julho, segundo a ferramenta FedWatch da CME.
Na seara geopolítica, Israel bombardeou Beirute após ordenar uma evacuação sem precedentes de todos os subúrbios do sul da capital libanesa, uma grande expansão da guerra contra o Irã iniciada há uma semana ao lado dos EUA.
Apesar do avanço hoje, o dólar mais forte limitou os ganhos do metal precioso, que registrou a primeira queda semanal em cinco semanas.
A moeda americana caminha para sua maior alta semanal em mais de um ano, com a escalada do conflito no Oriente Médio impulsionando a demanda por ativos considerados seguros.
O contrato do ouro para abril fechou em alta de 1,57% na Comex, cotado a US$ 5.158,70 por onça-troy, acumulando baixa de 1,70% na semana. Em 2026, a alta alcança 18,4%. (BDM Online)
Giro das 15h: Guerra segue, petróleo dispara 13% e bolsas recuam em NY; Ibovespa cai menos
Petrobras impede recuo mais forte do principal índice da B3
As bolsas norte-americanas engatam mais uma sessão negativa nesta 6ª feira (Dow Jones -1,27%; S&P500 -1,22%; Nasdaq -1,12%).
Os investidores se deparam com um quadro complexo, de emprego fraco e tendência de alta para a inflação no EUA.
A continuidade dos conflitos no Oriente Médio e a declaração de Donald Trump, de que “não haverá acordo com o Irã, exceto a rendição incondicional”, indica que a guerra está longe de acabar.
Além disso, o payroll de fevereiro surpreendeu o mercado com o fechamento de 92 mil empregos no mês.
O dado contrariou a expectativa de criação de 55 mil vagas, o que reacendeu as chances de o Fed cortar os juros em junho.
O dólar perde força globalmente (DXY -0,33%, aos 98,989 pontos) e também diante do real (-0,12%, a R$ 5,2804).
Por aqui, a forte alta de Petrobras ON (+5,30%) e PN (+4,47%) após o balanço e em reação à disparada do petróleo (Brent/maio +10,05%, a US$ 93,99; WTI/abril +13,66%, a US$ 92,08) evita uma queda maior do Ibovespa (-0,50%, aos 179.570 pontos).
Já os juros futuros voltam a acumular prêmios (Jan/27 a 13,660%; Jan/33 a 13,865%) diante da combinação de aversão ao risco e incerteza sobre o ciclo de afrouxamento do Copom.