Fechamento: Petrobras ameniza queda o dia, mas Ibovespa recua 5% na semana com aversão ao risco; dólar recua a R$ 5,24

O Ibovespa fechou em leve baixa nesta 6ªF, mesmo diante do forte mau humor em NY com as incertezas sobre a guerra EUA-Irã e aversão ao risco, graças ao desempenho de Petrobras – que subiu firme após o balanço trimestral e a disparada do petróleo.

O índice terminou em -0,61%, aos 179.364,82 pontos, com giro expressivo, de R$ 32,6 bilhões. Na semana, o desempenho acumulado é negativo em 5%.

Os papéis ON da petrolífera subiram 4,12% (R$ 45,78) e os PN +3,49% (R$ 42,11), ocupando a terceira e quarta maiores altas do Ibovespa.

Outras blue chips, no entanto, foram no sentido contrário. A Vale recuou 2,99% (R$ 78,86), a despeito da valorização do minério (+1,38%).

Santander caiu 2,51% (R$ 31,52), BTG -2,01% (R$ 56,00), Bradesco PN -1,41% (R$ 19,55) e Itaú PN -1,33% (R$ 42,93).

Brava Energia liderou os ganhos do índice com +4,61% (R$ 19,73), seguida de Prio (+4,27%; R$ 59,39), na esteira do petróleo.

Na outra ponta, Embraer foi a que mais caiu (-8,05%; R$ 80,14), após o balanço trimestral dividir opiniões de analistas. Vamos figura a seguir com -7,24% (R$ 3,97), acompanhada de Raízen (-6,78%; R$ 0,55).

O dólar fechou o dia em baixa de 0,82%, a R$ 5,2438, mas acumulou alta de 2,14% na semana.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA:  -0,61% | 179.364,82 pts

▫️ DOW JONES: -0,95% | 47.501,55 pts

▫️ S&P500: -1,33% | 6.740,02 pts

▫️ NASDAQ: -1,59% | 22.387,68 pts

▫️ DÓLAR: -0,82% | R$ 5,2438

▫️ EURO: -0,49% | R$ 6,0792

▫️ BITCOIN: -4,26% | US$ 68.098,00

Juros futuros avançam em meio a incertezas sobre inflação, após disparada do petróleo

Os juros futuros voltaram a disparar nesta 6ªF, com o mercado acompanhando o clima de aversão ao risco no exterior e embutindo nas taxas as preocupações com os possíveis impactos inflacionários da forte alta do petróleo.

O ajuste na curva sugere que o mercado abandonou a aposta de corte de 0,5 pp e agora espera um Copom mais conservador em seu primeiro corte da Selic no dia 18, com apenas 0,25 pp.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,670% (de 13,505% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,300% (13,079%); Jan/31 a 13,715% (13,469%); e Jan/33 a 13,925% (13,665%).

Petróleo volta a disparar e sobe até 35% na semana com escalada da guerra no Irã

Os contratos futuros de petróleo voltaram a disparar nesta 6ªF, com o WTI ultrapassando a marca de US$ 90 o barril, à medida que o Oriente Médio começa a sentir a pressão sobre a produção e capacidade de armazenamento diante da guerra entre EUA e Irã.

O conflito chegou hoje ao sétimo dia.

O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz foi praticamente interrompido, enquanto israelenses e iranianos seguem realizando ataques mútuos.

No Catar, o ministro da Energia alertou que os preços da commodity poderiam chegar a US$ 150 o barril e que o fornecimento do Golfo Pérsico poderia ser totalmente interrompido – podendo levar semanas ou até meses para ser restabelecido.

Em meio ao cenário de caos, os EUA anunciaram hoje um seguro de até US$ 20 bi para perdas marítimas na região do Golfo Pérsico, com o objetivo de dar maior segurança a transportadoras de petróleo.

O conflito segue sem perspectiva para acabar e, hoje, Trump descartou a ideia de um acordo de paz com o Irã, exigindo uma “rendição incondicional”.

No fechamento, o contrato do Brent para maio subiu 8,52%, a US$ 92,69 por barril na ICE, enquanto o WTI para abril disparou 12,20%, a US$ 90,90 por barril na Nymex.

No acumulado da semana, os ganhos recordes alcançam 27,78% e 35,63%, respectivamente.