No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã elevou a aversão ao risco global e impulsionou o petróleo, com Brent e WTI acima de US$ 90. Dados fracos do mercado de trabalho nos EUA reforçaram apostas de cortes de juros pelo Fed a partir de julho, enquanto bolsas de NY caíram e o ouro ganhou tração. No Brasil, o Ibovespa recuou 0,61% a 179 mil pontos, pressionado por realização de lucros, apesar da alta de cerca de 5% da Petrobras. O dólar caiu a R$ 5,24 na sexta-feira. A semana será marcada por IPCA, vendas no varejo, serviços e inflação nos EUA.
Vai rolar: Focus é destaque hoje, em semana de inflação
[09/03/26] A semana começa com a escalada furiosa do petróleo até quase US$ 120 e o tombo dos futuros das bolsas em NY, diante da escolha do novo líder no Irã. Trump promete liquidar o conflito até o início de abril e cobra a rendição “incondicional” de Teerã, que resiste.
Em meio ao choque do petróleo, os dados de inflação do CPI (quarta) e PCE (sexta) ganham interesse redobrado nos EUA. Aqui, às vésperas do IPCA de fevereiro (quinta), o estresse praticamente enterra a chance de o Copom abrir com meio ponto o ciclo de queda da Selic.
A semana tem ainda as vendas no varejo e pesquisa de serviços, além da repercussão ao caso Master e à pesquisa Datafolha.
Guerra segue nos holofotes e desafia dos bancos centrais
A guerra no Irã atingiu o mercado com força nesta semana. Mas não dá para dizer que o ataque foi uma surpresa, já que Donald Trump fez diversos avisos nas semanas anteriores e praticamente telegrafou o início do conflito nas declarações que deu na 6ªF passada.
O que realmente ninguém esperava era um payroll tão negativo, com fechamento de 92 mil vagas em fevereiro.
O cenário está se tornando desafiador para o Fed, que precisa escolher se vai priorizar a recuperação do emprego ou o controle da inflação, que já é resiliente e ameaça voltar a subir, na esteira da disparada do petróleo.
Por aqui, as chances de o Copom começar a aliviar a Selic com um corte de 0,5 ponto no próximo dia 18 praticamente estão enterradas.
Tudo indica que a guerra continuará até lá e o petróleo passará facilmente dos US$ 100 o barril na próxima semana.
Resta saber se o Copom ainda vai manter a palavra e garantir pelo menos uma redução de 0,25 pp nesse cenário que não estava no preço em janeiro, quando o BC prometeu afrouxar a Selic.
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