Petróleo é negociado acima dos US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022

Os contratos futuros do petróleo disparam nesta 2ªF, negociados acima dos US$ 100 por barril, maior nível desde meados de 2022, tendo alcançado cotação em torno dos US$ 120 na madrugada.

O movimento de redução do rali ocorreu após notícias de que os países do G7 devem discutir uma possível liberação coordenada de reservas estratégicas para compensar interrupções na oferta em meio à escalada da guerra dos EUA contra o Irã e a paralisação do escoamento do produto no Estreito de Ormuz.

Em outra frente, fontes da Bloomberg indicaram que a Arábia Saudita está oferecendo petróleo bruto no mercado à vista.

Há pouco, o WTI para abril subia 14,02%, a US$ 103,68; e o Brent para maio ganhava 13,83%, a US$ 105,51.

Bolsas europeias também são impactadas por aversão global ao risco

As bolsas europeias também são impactadas pela aversão global ao risco nesta 2ªF em meio à intensificação da guerra no Oriente Médio e os possíveis efeitos do conflito na economia mundial, diante da disparada do preço do petróleo.

A principal preocupação dos investidores é de que uma escalada inflacionária tome conta dos mercados. Os principais índices no continente operam com perdas acima do 1%.

No cenário econômico local, a produção industrial na Alemanha contrariou as expectativas e registoru queda em janeiro.

Há pouco, a bolsa de Londres caía 1,47%; a de Frankfurt cedia 1,78% e a de Paris tinha perda de 2,04%. Os índices STOXX 50 (-2,08%) e STOXX 600 (-1,81%) também recuavam.

Bolsas asiáticas despencam com agravamento da guerra no Oriente Médio

As bolsas asiáticas despencaram, com a disparada do petróleo acima dos US$ 100 por barril pela primeira vez em anos. A escalada do conflito no Oriente Médio alimenta temores de novas pressões inflacionárias globais.

Além disso, o Irã nomeou Mojtaba Khamenei como sucessor de seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo, medida que os mercados veem como uma continuação das políticas de linha dura e das prolongadas tensões geopolíticas.

O KOSPI da Coreia do Sul caiu mais de 8% no início do pregão, acionando os mecanismos de interrupção de negociação. Fechou em -5,96%. No Japão, o Nikkei caiu -5,24%; em Taiwan, o Taiex perdeu -4,43%.

Dados econômicos da China apresentaram um sinal misto, com as leituras de inflação sugerindo que a demanda interna pode estar se estabilizando gradualmente, enquanto o aumento acentuado dos preços globais da energia representa um risco de novas pressões para empresas e consumidores.

O Xangai perdeu -0,67%; o Shenzhen, -0,55% e o Hang Seng, -1,35%.