Europa: Bolsas caem com temores de inflação global, diante da disparada do petróleo
As principais bolsas europeias fecharam em baixa nesta 2ª feira, com as atenções dos investidores inteiramente voltadas para a disparada histórica dos preços do petróleo.
Isso traz preocupações inflacionárias e incertezas sobre os impactos na economia mundial.
Para a Bernstein, os valores mais elevados da commodity podem aumentar a inflação em até 0,9 ponto percentual neste ano, caso o barril chega a US$ 130.
Esse cenário que poderia levar o BCE a endurecer a política monetária por precaução.
O mercado acompanha de perto os desdobramentos da guerra entre EUA e Irã e a crescente tensão no Golfo Pérsico.
Os preços do petróleo subiram no domingo para mais de US$ 110 por barril, pela primeira vez desde 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia.
Há pouco, o contrato do Brent para maio avançava 7,01%, a US$ 99,19 por barril na ICE, enquanto o WTI para abril tinha alta de 3,82%, a US$ 94,37 por barril na Nymex.
Os rendimentos dos títulos do governo europeu também subiram acentuadamente no início da tarde.
No fechamento: Londres -0,34%; Frankfurt -0,77%; Paris -0,98%; e Stoxx 600 -0,67%, aos 594,69 pontos.
Bancos caem com cenário de aversão ao risco
As ações dos grandes bancos caem em bloco nesta segunda-feira. Movimento reflete o cenário de aversão ao risco, que é intensificado por fatores macroeconômicos e geopolíticos.
A escalada dos conflitos no Oriente Médio segue pressionando os mercados globais. O temor de interrupções no fornecimento de energia elevou o preço do petróleo.
Isso gera incertezas sobre o crescimento econômico mundial e sobre decisões de política monetária.
Há pouco, Bradesco ON recuava 1,31% (R$ 16,61) e Bradesco PN caía 1,07% (R$ 19,34).
BB cedia 0,65% (R$ 24,59); Itaú registrava baixa de 0,47% (R$ 42,73) e Santander tinha queda de 1,11% (R$ 31,17).
Giro das 12h: Ibovespa abre a semana em queda limitada por petrolíferas
O Ibovespa cai 0,24%, aos 178.928,04 pontos, em desempenho melhor do que NY (Dow Jones -0,94%; S&P 500 -0,65% e Nasdaq -0,37%).
O dia é marcado por busca generalizada por ativos seguros, diante da escalada na guerra no Oriente Médio.
O Irã desafia Trump ao nomear Mojtaba Khamenei para suceder seu pai como líder do país e a continuidade dos ataques já fechou o Estreito de Ormuz.
O petróleo sobe mais de 10% nesta manhã, depois de disparar quase 30%, sustentando ações de petrolíferas do índice brasileiro.
Petrobras ON ganha 5,31% e PN sobe 4,96%; Prio avança 5,57%; Brava tem alta de 2,18%.
O choque inflacionário provocado pela commodity põe em risco a flexibilização monetária à frente.
Mais cedo, o Focus revisou para cima a projeção da taxa Selic do ano de 12,00% para 12,13% e nos EUA o investidor agora espera apenas um corte de 25 pb pelo Fed, em setembro.
No câmbio, o real brasileiro se recupera para R$ 5,2064 (-0,71%), e os juros longos acompanham, enquanto no exterior sobem DXY, aos 99,209 pontos (+0,23%), e rendimentos dos Treasuries.
O vencimento em 2 anos sobe a 3,60% e o de 10 anos, a 4,15%, nível mais alto em um mês.
O cenário de cautela transfere a atenção para uma bateria de dados de inflação: IPCA e CPI dos EUA previstos para 5ª feira e o PCE norte-americano, para 6ª feira.