Petróleo reduz intensidade, mas fecha em forte alta com temor sobre duração da guerra no Irã
Os contratos futuros de petróleo registraram novas altas firmes nesta 2ªF, apesar de reduzirem a intensidade vista no início da sessão, quando as máximas se aproximaram de US$ 120 o barril.
O forte impulso nas cotações veio após a nomeação de Mojtaba Khamenei para suceder seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo do Irã, sinalizando continuidade na linha-dura de comando em Teerã.
A escolha sinaliza aposta dobrada na continuidade da guerra entre EUA e Israel, dizem especialistas.
Trump já se manifestou dizendo que o Irã cometeu “um grande erro” na escolha. Em entrevista à NBC, disse também que ainda é muito cedo para falar sobre a tomada do petróleo iraniano, mas não descartou essa possibilidade.
Pesaram também na sessão de hoje notícias de ataques às infraestruturas de petróleo e gás no Oriente Médio.
Analistas acreditam os ganhos diminuíram durante o pregão, entre outros fatores, por conta de uma realização de lucros frente a um mercado tecnicamente sobrecomprado e da sinalização de eventual uso de reservas estratégicas, para equilibrar os preços.
Hoje, no entanto, uma reunião do G7 terminou sem acordo sobre o assunto.
No fechamento, o contrato do Brent para maio subiu 6,76%, a US$ 98,96 por barril na ICE, enquanto o WTI para abril avançou 4,3%, a US$ 94,77 por barril na Nymex.
Ouro cai com horizonte inflacionário podendo adiar corte de juros nos EUA
O ouro caiu nesta 2ªF, diante dos riscos de inflação global mais alta com a disparada dos preços do petróleo, como consequência das tensões no Oriente Médio, o que pode levar o Fed a adotar uma postura mais dura e adiar uma eventual redução dos juros americanos.
A guerra entre EUA e Irã entrou hoje no décimo dia e analistas estão preocupados com as chances de um conflito duradouro.
A alta do dólar frente a pares também contribui para o movimento. Há pouco, o DXY tinha ganho de 0,14%.
O contrato do metal precioso para abril fechou em baixa de 1,07% na Comex, cotado a US$ 5.103,70 por onça-troy. (BDM Online)
Giro das 15h: Petróleo se acomoda pouco abaixo dos US$ 100, enquanto bolsas seguem voláteis
As bolsas em NY mostram intensa volatilidade (Dow Jones -0,96%; S&P500 -0,56%; Nasdaq -0,25%) na tarde desta 2ª feira, com investidores monitorando de perto o comportamento do petróleo.
A commodity chegou a bater os US$ 120 por barril ainda de madrugada, com a notícia da escolha do filho de Ali Khamenei, Mojtaba, para ser o novo líder supremo do Irã.
Há pouco, os preços se acomodavam pouco abaixo dos US$ 100, mas ainda com altas expressivas (Brent/maio +7,47%, a US$ 99,61 e WTI/abril +4,83%, a US$ 95,29).
Por aqui, o Ibovespa (-0,20%, aos 179.002 pontos) cai menos que as pares norte-americanas, com Petrobras ON (+4,00%) e PN (-3,70%) mais uma vez contrabalançando a queda das outras blue chips.
O dólar à vista também segue volátil e agora recua 0,54% (R$ 5,2156), acompanhando a apreciação de moedas de países produtores de petróleo.
Os juros futuros operam mistos, com curtos em alta (DI Jan/27 a 13,795%).
Isso reflete o ajuste nas apostas para o Copom diante do cenário inflacionário mais desafiador, enquanto os longos (Jan/33 a 13,850%) devolvem parte da alta recente.