Fechamento: Ibovespa tem nova correção, puxada por Petrobras, e acumula perda de 2,5% na semana; dólar cai abaixo de R$ 5 novamente

A bolsa brasileira engatou a terceira correção seguida, puxada por Petrobras, em meio às incertezas sobre novas negociações entre EUA e Irã, que deixaram NY sem direção única.

O Ibovespa caiu 0,33%, aos 190.745,02 pontos, com giro mais vez abaixo da média recente, em apenas R$ 24,9 bilhões. Na semana, o indicador acumula desvalorização de 2,55%.

As ações da estatal de petróleo recuaram (PN -1,28%, a R$ 47,16; e ON -0,97%, a R$ 52,24), na esteira do alívio nos preços do petróleo com a esperança de desescalada da guerra.

Os principais bancos também pressionaram o índice para baixo, repetindo o script das últimas sessões: BB -1,30% (R$ 22,70), Santander -0,60% (R$ 29,68), Bradesco PN -0,25% (R$ 19,92) e BTG -0,13% (R$ 60,88). A exceção foi Itaú PN, que subiu 0,43% (R$ 44,37).

A Vale terminou praticamente estável, com leve perda de 0,12% (R$ 85,87), na contramão do minério de ferro (+0,19%).

Brava liderou as perdas do Ibovespa com -5,75% (R$ 19,01), seguida de Vamos (-3,24%; R$ 4,18) e Cury (-2,56%; R$ 32,74).

Na outra ponta, Hapvida ficou no topo com +5,94% (R$ 14,09), acompanhada de Usiminas PNA (+5,55%; R$ 7,61), que hoje divulgou balanço trimestral, e Braskem PNA (+5,28%; R$ 8,58).

O dólar à vista recuou 0,11%, para R$ 4,9982, mas acumulou alta de 0,3% na semana.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: -0,33% | 190.745,02 pts

▫️ DOW JONES: -0,16% | 49.230,71 pts

▫️ S&P500: +0,80% | 7.165,08 pts

▫️ NASDAQ: +1,63% | 24.836,60 pts

▫️ DÓLAR: -0,11% | R$ 4,9982

▫️ EURO: -0,47% | R$ 5,8583

▫️ BITCOIN: -0,36% | US$ 77.672,00

Dólar devolve parte do estresse recente com fiscal e guerra, mas acumula alta de 0,3% na semana

O dólar à vista recuou diante do real e fechou novamente abaixo dos R$ 5 nesta 6ªF, com o mercado devolvendo uma pequena parte do estresse observado ontem com questões fiscais e com os impasses no Oriente Médio.

O mercado já tinha fechado ontem quando o governo corrigiu o ruído fiscal provocado pelo anúncio de redução total e imediata dos impostos federais sobre a gasolina.

Na verdade, o governo apresentou ao Congresso um projeto para aproveitar os ganhos extras de arrecadação com a alta do petróleo para reduzir parcialmente os impostos federais sobre combustíveis.

Lá fora, a mudança de tom do Irã e a expectativa de retomada das negociações presenciais com os EUA neste fim de semana no Paquistão colaborou para melhorar a percepção de risco sobre a guerra.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,11%, a R$ 4,9982, após oscilar entre R$ 4,9947 e R$ 5,0258. Na semana, a moeda subiu 0,30%.

Às 17h08, o dólar futuro para maio caía 0,72%, a R$ 5,0025.

Lá fora, o índice DXY recuava 0,25%, para 98,520 pontos.

O euro subia 0,30%, a US$ 1,1719. E a libra ganhava 0,50%, a US$ 1,3532.

Petróleo fecha sem direção única com incertezas sobre a guerra e sobe forte na semana

Os contratos futuros de petróleo fecharam sem direção única nesta 6ªF, com os investidores na expectativa quanto a uma possível rodada de negociações entre EUA e Irã, neste fim de semana, no Paquistão.

A Casa Branca informou que seus principais negociadores, Steve Witkoff e Jared Kushner, viajarão amanhã para Islamabad e que o vice-presidente, JD Vance, ficará a postos para se juntar ao time se houver avanço nas conversas.

Da parte do Irã, a assessoria de imprensa do Parlamento disse que o presidente da casa, Mohammad Ghalibaf, segue na liderança da equipe de negociações, mas o governo do país ainda não confirmou publicamente se aceita retomar as conversas com os americanos.

De concreto, o Estreito de Ormuz segue bloqueado, com ambos os lados dizendo que têm o controle da passagem. Apesar da tensão na região, Trump estendeu unilateralmente o cessar-fogo na terça-feira (21/04), pouco antes do prazo inicial de duas semanas expirar.

Recentemente, o chefe da AIE, Fatih Birol, repetiu que o mundo enfrenta a maior ameaça à segurança energética da história. Cerca de 20 milhões de barris de petróleo e derivados eram transportados diariamente por Ormuz antes da guerra.

No fechamento de hoje, o contrato do Brent para junho subiu 0,24%, a US$ 105,33 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês recuou 1,15%, a US$ 94,40 por barril na Nymex. Na semana, os desempenhos acumulados são positivos em 16,54% e 14,30%, respectivamente.