Europa: Bolsas sobem com recuo do petróleo após falas de Trump sobre o Irã
As principais bolsas europeias fecharam em alta nesta 3ª feira, após três sessões consecutivas de perdas.
Hoje, os mercados mundiais reagem à queda nos preços do petróleo, o que se reflete nas projeções de inflação.
A onda de otimismo foi desencadeada por declarações de Trump ontem, no fim do dia, dizendo à CBS News que a guerra contra o Irã estaria “praticamente concluída”.
Ele sinalizou também que os EUA poderiam assumir o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do fluxo global de petróleo – o que fez as cotações desabarem.
Há pouco, a commodity era negociada em queda superior a 11%, com mais uma notícia sobre a commodity.
O G7 solicitou à Agência Internacional de Energia (AIE) que se prepare para utilizar as reservas de petróleo, caso necessário, devido às ameaças da guerra no Irã ao abastecimento global.
O Irã rebateu e seu porta-voz do Ministério das Relações Exteriores disse à CNBC que os petroleiros que transitam na região deveriam ter “muita cautela”.
No fechamento: Londres +1,59%; Frankfurt +2,39%; Paris +1,79%; e Stoxx 600 +1,82%, aos 605,76 pontos.
Giro das 12h: Bolsas se recuperam com queda do petróleo prevalecendo sobre a cautela com a guerra
O Ibovespa sobe à máxima de 184.003,15 pontos (+1,71%) na esteira da recuperação das bolsas globais, em meio à queda nos preços do petróleo.
O índice tem apoio de bancos (Bradesco PN +2,35%; Itaú +1,46%) e Vale (+1,70%).
Já Petrobras oscila (ON +0,09%; PN -0,65%), com a commodity cedendo mais de 10% apesar das dúvidas sobre o fim da guerra no Oriente Médio mais cedo, como anunciado por Trump.
O Irã sinalizou que o conflito continua e uma autoridade chegou a alertar que Trump deve tomar cuidado “para não ser eliminado”.
Os EUA afirmaram que hoje é um dia de ataques mais intensos e que não desistirá.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth contrariou Trump ao dizer que a campanha ainda pode ter um longo caminho a percorrer.
NY virou e passou a subir: Dow Jones +0,51%; S&P 500 +0,38% e Nasdaq +0,62%.
A inflação norte-americana está no radar, às vésperas da divulgação do CPI dos EUA e do PCE.
No câmbio, o dólar tem queda generalizada e passou a cair também ante o real, a R$ 5,1533 (-0,21%).
Os juros futuros acompanham a moeda e a baixa nos rendimentos dos Treasuries. O DXY cede 0,53% (98,645).
Abertura: Dólar sobe e juros caem com Oriente Médio ainda no foco
Em sessão de agenda esvaziada, o dólar fez mínima de R$ 5,1863 e máxima de R$ 5,1523, subindo agora a R$ 5,1751 (+0,21%).
Mais perto das mínimas do ano, o real se descola do exterior, onde a moeda norte-americana recua ante a maioria das divisas emergentes e pares.
O índice DXY perde 0.43% (98,753), pausando a valorização, na expectativa de redução da escalada na guerra no Irã após Trump dizer que o conflito poderia terminar mais cedo do que o previsto.
Ao mesmo tempo, o presidente norte-americano ameaçou com a intensificação dos ataques em caso de bloqueio do Estreito de Ormuz.
O Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que se o Irã fizer algo para interromper o fluxo de petróleo, será atingido com mais força do que nunca.
Já o Irã afirma que o bloqueio continuará até que os ataques terminem, o que mantém a cautela dos mercados.
Os juros futuros cedem, mais alinhados aos rendimentos dos Treasuries, que cedem em toda a curva à exceção da ponta mais longa, em meio à redução dos preços da commodity.