No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a leitura mais construtiva sobre o conflito no Oriente Médio derrubou o petróleo, com o Brent caindo 11,2% a US$ 87,80 e o WTI recuando 11,9% a US$ 83,45. Em NY, bolsas fecharam mistas, com Nasdaq estável, Dow Jones em queda de 0,07% e S&P 500 recuando 0,21%. No Brasil, o Ibovespa subiu 1,40% a 183 mil pontos, juros fecharam e o dólar caiu 0,13% a R$ 5,15. Hoje, atenção às vendas no varejo no Brasil e ao CPI dos EUA.
[11/03/26] Apesar da aposta no radar de que a guerra pode não durar muito, o mercado promete continuar volátil e sensível aos desdobramentos da ofensiva, com a ameaça agora do Irã de plantar minas no Estreito de Ormuz para explodir qualquer navio que tente passar.
Mas pode animar a notícia de que a AIE deve liberar 182 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas de alguns países, a maior quantidade já registrada na história.
Ontem, a queda livre do petróleo aliviou as pressões inflacionárias e resgatou a chance de corte de meio ponto da Selic semana que vem. Uma resolução de curto prazo do conflito militar poderia antecipar um Fed flexível.
O mercado está dividido entre julho e setembro e, depois do payroll fraco, confere hoje a inflação do CPI de fevereiro (9h30), que ainda não pegou o impacto da guerra. Aqui, é dia de vendas no varejo (9h) e pesquisa eleitoral Genial/Quaest (14h).
👉 Confira abaixo a agenda de hoje
Indicadores
▪️ 04h00 – Alemanha: CPI (fev, final) ▪️ 09h00 – Brasil: Vendas no varejo (jan) ▪️ 09h30 – EUA: CPI (fev) ▪️ 11h30 – EUA: Estoques de petróleo do DoE ▪️ 14h30 – Brasil: BC – Fluxo cambial semanal
Eventos
▪️ 14h00 – Brasil: Genial/Quaest divulga pesquisa eleitoral e de avaliação do governo ▪️ EUA: Trump discursa sobre a economia em Kentucky ▪️ Áustria: Opep divulga relatório mensal de petróleo
Balanços
▪️ Brasil/antes da abertura – Smartfit ▪️ Brasil/após o fechamento – CSN, CSN Mineração, Vibra Energia, Casas Bahia, Yduqs, Azzas, Brava Energia, Cogna e SLC Agrícola
Juros futuros devolvem prêmios, de carona na queda do petróleo
Os juros futuros terminaram a sessão em baixa, mas longe das mínimas do dia, em meio ao noticiário confuso sobre o conflito no Oriente Médio e a forte queda do petróleo.
As declarações de Trump, de que a guerra está próxima do fim, derrubaram os preços da commodity, amenizando as preocupações em relação a uma possível pressão inflacionária dos combustíveis por aqui, em um dia de agenda esvaziada de indicadores.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,560% (de 13,652% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,085% (13,265%); Jan/31 a 13,415% (13,648%); e Jan/33 a 13,575% (13,819%).