Cosan cai, mas Raízen opera em alta, mesmo após pedido de recuperação extrajudicial

Os papéis da Cosan recuam e os da Raízen operam em alta neste início de tarde.

Nesta manhã, a empresa de energia, joint venture da Cosan com a Shell, cujas dívidas somam R$ 65 bilhões, confirmou que entrou com pedido de recuperação extrajudicial.

A Cosan, por sua vez, afirmou que o processo da Raízen não afeta suas operações.

Além disso, informou que até o momento não há qualquer engajamento para a venda de sua participação na Rumo, na qual detém 20,33%.

Há pouco, Cosan caía 1,64% (R$ 6,01), Raízen subia 1,92% (R$ 0,53) e Rumo recuava 0,06% (R$ 17,04).

Giro das 12h: Liberação de reservas de petróleo alivia, mas incerteza sobre guerra impede mais riscos

O Ibovespa subiu à máxima de 185.714,27 pontos e há pouco estava na casa dos 184.960,11 pontos (+0,82%), com apoio de Petrobras (ON +4,63%; PN +4,17%).

Já NY opera mista, em sessão forte para as techs. Dow Jones cai -0,34%, o S&P 500 sobe 0,13% e Nasdaq +0,30%, com a Oracle subindo 12,25% após superar as expectativas de lucro.

O petróleo oscilou muito pela manhã e há pouco mirava os US$ 90 o barril, em alta acima de 3%.

Incerteza sobre a guerra limita tomada de mais riscos. As notícias são de que o Estreito de Ormuz segue bloqueado e Trump voltou a sinalizar que o fim da guerra está próximo.

A AIE recomendou a liberação das reservas, cerca de 400 milhões de barris, o que foi confirmado pelo Japão e pela Alemanha.

O DXY retoma ganhos, aos 99,106 pontos (+028%)  e os rendimentos dos Treasuries de 10 anos subiram a 4,19%, segundo aumento consecutivo.

Aqui, a moeda se estabiliza a R$ 5,1548 (-0,05%) e os juros reduziram alta.

Entre os dados do dia, o CPI dos EUA de fevereiro veio em linha com as previsões, estável e acima da meta.

Como o dado não reflete o conflito, fica mantida a expectativa de estabilidade para o juro americano na próxima semana.

O varejo brasileiro apontou alta nas vendas (+0,4%), revertendo a queda de 0,4% em janeiro e contrariando previsão mediana de -0,1%.

Telefônica opera em queda após duplo rebaixamento pelo UBS BB

As ações da Telefônica operam em baixa nesta quarta-feira, recuando 0,81%, negociadas a R$ 41,75.

Os papéis são afetados pela decisão do UBS BB de realizar um corte duplo na recomendação da companhia, que foi de compra para venda.

Embora o ambiente operacional da tele ainda seja considerado relativamente benigno, as premissas atuais indicam menor geração de caixa, diz banco, que também cortou o preço-alvo da ação.