Dólar fecha estável diante do real, apesar das tensões no exterior

O dólar à vista fechou perto da estabilidade frente ao real nesta 4ªF, na contramão da moeda americana no exterior, apoiado pela forte alta do petróleo, que fortalece moedas de países produtores, e também pela volta do fluxo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira nesta semana.

Embora os números do BC tenham mostrado uma saída expressiva de US$ 6,812 bilhões na semana passada pela conta do fluxo financeiro, os números mais recentes da B3, de 2ªF, mostram entrada líquida de R$ 1,4 bilhão na bolsa brasileira, elevando o saldo positivo em março para R$ 2,2 bilhões.

Lá fora, o dólar avançava frente aos pares, em um movimento de busca de segurança e também refletindo a percepção de que o Fed deve manter os juros no atual patamar por mais tempo diante dos riscos inflacionários.

O dólar à vista fechou em leve alta de 0,03%, a R$ 5,1593, após oscilar entre R$ 5,1468 e R$ 5,1828.

Às 17h07, o dólar futuro para abril caía 0,13%, a R$ 5,1840. No exterior, o DXY subia 0,39%, para 99,215 pontos.

O euro caía 0,35%, a US$ 1,1571. E a libra recuava 0,03%, a US$ 1,3416.

Petróleo sobe forte com aumento das tensões em Ormuz, apesar de liberação de reservas

Os contratos futuros de petróleo voltaram a subir forte nesta 4ªF, após a derrocada dos preços na última sessão.

As esperanças de que a guerra entre EUA e Irã possa terminar “em breve”, como prometeu Trump, perderam fôlego e deram lugar à tensão cada vez maior no Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global da commodity e que permanece fechado.

Hoje, fontes da Reuters disseram que o Irã lançou minas navais local e o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que serão necessárias “algumas semanas” para coordenar as escoltas de navios na região.

Diante do cenário, a Agência Internacional de Energia (AIE) concordou em liberar um recorde de 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência para ajudar no abastecimento.

O dia teve ainda divulgação de DoE, de que os estoques de petróleo nos EUA aumentaram em 3,824 milhões de barris na semana passada, ante consenso de +1,1 milhão.

No fechamento, o contrato do Brent para maio subiu 4,76%, a US$ 91,98 por barril na ICE, enquanto o WTI para abril avançou 4,55%, a US$ 87,25 por barril na Nymex.

Giro das 15h: Petróleo amplia alta e bolsas recuam em NY, de olho no Estreito de Ormuz

As bolsas norte-americanas firmaram a tendência de baixa (Dow Jones -0,81%; S&P500 -0,32%; Nasdaq -0,12%), após a Reuters informar que o Irã espalhou minas navais pelo Estreito de Ormuz.

A notícia que fez o petróleo ampliar a alta para a casa dos 5% (Brent/maio +5,15%, a US$ 92,32; WTI +5,16%, a US$ 87,76).

Por aqui, o Ibovespa opera em baixa moderada (-0,24%, aos 183.007 pontos), com Petrobras ON (+3,80%) e PN (+4,46%) novamente ajudando a conter a queda do índice.

O mercado doméstico recebeu há pouco a pesquisa Genial/Quaest, que mostrou empate numérico em 41% entre Lula e Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa de 2º turno.

O dólar à vista sobe 0,19%, para R$ 5,1672 e os juros futuros apontam para cima (DI Jan/27 a 13,650%; Jan/33 a 13,660%).

Isso acontece após o dado de vendas no varejo restrito mostrar alta de 0,4% em janeiro, contrariando previsão de queda de 0,1%.