Vai rolar: IPCA concentra atenção
[12/03/26] Trump tenta reforçar a mensagem de uma guerra curta, mas relatos na imprensa indicam que as forças americanas se preparam para pelo menos mais duas semanas de conflito.
A ação coordenada da AIE de liberar o volume recorde de 400 milhões de barris de petróleo das reservas emergenciais para o mercado não impediu a retomada do rali da commodity, que no início da madrugada ampliava a arrancada e voava novamente para os US$ 100, afundando os futuros das bolsas em NY.
Os repiques da commodity voltam a colocar em xeque o grau de alívio do Copom, mantendo o suspense se o BC será mais conservador no início do ciclo de cortes da Selic. Em meio ao cenário já conturbado, para piorar as coisas, a inflação do IPCA de fevereiro promete pressão hoje (9h).
👉 Confira abaixo a agenda de hoje
Indicadores
▪️ 06h00 – AIE: Relatório mensal de petróleo
▪️ 08h00 – Turquia: Decisão de política monetária
▪️ 09h00 – Brasil: IPCA (fev)
▪️ 09h30 – EUA: Moradias iniciadas (jan)
▪️ 09h30 – EUA: Balança comercial (jan)
▪️ 09h30 – EUA: Pedidos de auxílio-desemprego
▪️ 20h00 – Peru: Decisão de política monetária
Balanços
▪️ Brasil/após o fechamento – Hypera, Magazine Luiza, Energisa, Eztec e Vittia Fertilizantes
Juros futuros sobem com risco inflacionário no radar em meio à nova disparada do petróleo
Os juros futuros subiram nesta 4ªF, especialmente entre os vencimentos curtos e médios, com o mercado embutindo os riscos inflacionários após nova disparada nos preços internacionais do petróleo.
Na agenda do dia, as vendas no varejo restrito mostraram alta de 0,4% em janeiro, contrariando previsão de queda de 0,1%.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,710% (de 13,549% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,200% (13,067%); Jan/31 a 13,495% (13,422%); e Jan/33 a 13,640% (13,607%).
Fechamento: Ibovespa oscila forte, mas termina quase estável com apoio de Petrobras; dólar fica de lado
Em mais uma sessão volátil, o Ibovespa terminou perto da estabilidade, sustentado por Petrobras – que subiu firme na esteira da disparada do petróleo com a guerra entre EUA e Irã.
O índice avançou 0,28%, aos 183.969,35 pontos, com giro menor do que o visto nas últimas sessões, de R$ 25,9 bilhões.
No cenário político, a pesquisa Genial/Quaest de hoje mostrou empate numérico em 41% entre Lula e Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa de 2º turno pelo Planalto.
As ações ON da estatal petrolífera avançaram 4,89% (R$ 48,94), enquanto as PN tiveram ganho de 4,36% (R$ 44,80), liderando as altas do Ibovespa.
Vale caiu 0,88% (R$ 79,85), na contramão do minério de ferro (+0,90%).
Os bancos ficaram mistos, com destaque para Santander (-0,78%; R$ 32,00), Bradesco PN (-0,45%; R$ 19,94), BB (+0,80%; R$ 25,34) e Itaú PN (+0,21%; R$ 43,89).
Cury respondeu pela terceira maior valorização do índice com +4,13% (R$ 37,30), após balanço trimestral.
Na outra ponta, Raízen foi a maior baixa (-5,77%; R$ 0,49), após a confirmação de que pediu recuperação extrajudicial. MBRF vem a seguir com -4,24% (R$ 16,47), acompanhada de Cosan (-2,29%; R$ 5,97).
O dólar à vista fechou quase estável (+0,03%), a R$ 5,1593.
Fechamento dos Mercados
▫️ IBOVESPA: +0,28% | 183.969,35 pts
▫️ DOW JONES: -0,61% | 47.417,27 pts
▫️ S&P500: -0,08% | 6.775,80 pts
▫️ NASDAQ: +0,08% | 22.716,13 pts
▫️ DÓLAR: +0,03% | R$ 5,1593
▫️ EURO: +0,21% | R$ 6,0096
▫️ BITCOIN: +0,58% | US$ 70.653,00