Possível reunião entre EUA e Irã concentra atenções

O mercado parte para o fim de semana mais uma vez de olho em Islamabad, onde representantes dos EUA e do Irã estarão neste fim de semana para discutir a situação no Oriente Médio, embora ainda não exista nenhuma confirmação oficial de que um encontro entre eles ocorrerá de fato.

Ambos os lados evitam dar sinais de fraqueza, mas cederam parcialmente nos últimos dias para tentar colocar fim à guerra.

O impasse sobre o programa nuclear iraniano e o bloqueio no Estreito de Ormuz estarão no centro das discussões.

O BDM Online entra agora em esquema de plantão para notícias extraordinárias e voltará a ser atualizado normalmente na 2ªF, às 7h. Bom fim de semana!

Juros futuros devolvem prêmios após mal-entendido fiscal e melhora do clima externo

Os juros futuros devolveram prêmios nesta 6ªF, acompanhando a melhora na percepção de risco no exterior e após o esclarecimento do mal-entendido provocado pelo governo em relação à redução de impostos sobre a gasolina.

Lá fora, a expectativa de que EUA e Irã retomem as negociações presenciais neste fim de semana trouxe alívio aos mercados e amenizou as preocupações com pressões inflacionárias decorrentes da alta do petróleo.

Aqui, o mercado devolveu o estresse com o risco fiscal depois que o governo corrigiu a informação sobre o plano de isentar a gasolina de impostos federais, que chegou a ser divulgada ontem de tarde pela Fazenda.

Na verdade, o governo enviou ao Congresso uma proposta de reduzir parcialmente os impostos sobre combustíveis utilizando a arrecadação extra decorrente da alta do petróleo.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,095% (de 14,128% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,630% (13,694%); Jan/29 a 13,470% (13,547%); Jan/31 a 13,495% (13,590%); e Jan/33 a 13,560% (13,658%).

Fechamento: Ibovespa tem nova correção, puxada por Petrobras, e acumula perda de 2,5% na semana; dólar cai abaixo de R$ 5 novamente

A bolsa brasileira engatou a terceira correção seguida, puxada por Petrobras, em meio às incertezas sobre novas negociações entre EUA e Irã, que deixaram NY sem direção única.

O Ibovespa caiu 0,33%, aos 190.745,02 pontos, com giro mais vez abaixo da média recente, em apenas R$ 24,9 bilhões. Na semana, o indicador acumula desvalorização de 2,55%.

As ações da estatal de petróleo recuaram (PN -1,28%, a R$ 47,16; e ON -0,97%, a R$ 52,24), na esteira do alívio nos preços do petróleo com a esperança de desescalada da guerra.

Os principais bancos também pressionaram o índice para baixo, repetindo o script das últimas sessões: BB -1,30% (R$ 22,70), Santander -0,60% (R$ 29,68), Bradesco PN -0,25% (R$ 19,92) e BTG -0,13% (R$ 60,88). A exceção foi Itaú PN, que subiu 0,43% (R$ 44,37).

A Vale terminou praticamente estável, com leve perda de 0,12% (R$ 85,87), na contramão do minério de ferro (+0,19%).

Brava liderou as perdas do Ibovespa com -5,75% (R$ 19,01), seguida de Vamos (-3,24%; R$ 4,18) e Cury (-2,56%; R$ 32,74).

Na outra ponta, Hapvida ficou no topo com +5,94% (R$ 14,09), acompanhada de Usiminas PNA (+5,55%; R$ 7,61), que hoje divulgou balanço trimestral, e Braskem PNA (+5,28%; R$ 8,58).

O dólar à vista recuou 0,11%, para R$ 4,9982, mas acumulou alta de 0,3% na semana.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: -0,33% | 190.745,02 pts

▫️ DOW JONES: -0,16% | 49.230,71 pts

▫️ S&P500: +0,80% | 7.165,08 pts

▫️ NASDAQ: +1,63% | 24.836,60 pts

▫️ DÓLAR: -0,11% | R$ 4,9982

▫️ EURO: -0,47% | R$ 5,8583

▫️ BITCOIN: -0,36% | US$ 77.672,00