Abertura: Dólar e juros sobem com petróleo e dados de inflação

O dólar sobe a R$ 5,1697 (+0,20%) e os juros acompanham em meio a uma nova alta do petróleo e, além do conflito no Oriente Médio, o investidor monitora dados de inflação.

O DXY sobe 0,18% (99,410), os rendimentos da Note de 2 anos, a 3,65%, e o de 10 anos a 4,22%.

O petróleo voltou a ultrapassar a marca dos US$ 100 por barril, refletindo a paralisação do Estreito de Ormuz, apesar da liberação de grandes quantidades de reservas.

Alta prolongada nos preços pode reacender as pressões inflacionárias em todo o mundo e põe em xeque os cortes de juros. 

O CPI americano, ontem, mostrou inflação estável em fevereiro, sem refletir a crise.

O PCE, amanhã, pode fornecer mais pistas sobre o tema, já que esse número é o indicador de inflação preferido do Fed e provavelmente influenciará as expectativas para as taxas de longo prazo.

No Brasil, dias antes de o BC iniciar o afrouxamento monetário, a inflação anual desacelerou para 3,81% em fevereiro de 2026.

Trata-se do menor nível desde abril de 2024, ante 4,44% em janeiro e ligeiramente acima das previsões do mercado, de 3,77%.

Manutenção da tendência de alta do petróleo pressiona futuros de NY

Os futuros de NY recuam nesta 5ªF, com os índices ainda pressionados pelas incertezas diante da intensificação do conflito no Oriente Médio.

O sentimento de cautela é influenciado pela forte tendência de alta dos contratos futuros de petróleo, que se mantém elevada diante das interrupções do escoamento do produto pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial, apesar de iniciativas da AIE para liberar volume recorde das reservas estratégicas da commodity para amenizar a crise energética.

Os investidores também aguardam a divulgação de dados econômicos, logo mais, como os pedidos de auxílio-desemprego.

Há pouco, o Dow Jones caía 0,50%, o S&P 500 perdia 0,36% e o Nasdaq baixava 0,31%.

Petróleo mantém movimento de alta após ataques do Irã

Os contratos futuros do petróleo mantém o movimento de alta nesta 4ªF, com as cotações voltando a ultrapassar os US$ 100 por barril na madrugada, diante da intensificação da interrupção do escoamento da produção do produto após ataques do Irã a navios comerciais e ofensivas contra Iraque e Bahrein.

Em relatório divulgado hoje, a AIE reduziu drasticamente sua previsão de avanço da oferta de petróleo para 2026. A expectativa agora é de crescimento de 1,1 milhão de barris por dia (bpd) na oferta neste ano, ante os 2,4 milhões de bpd estimados anteriormente.

Ontem, a agência anunciou a liberação recorde do volume do produto de reservas estratégicas para amenizar a crise energética.

Há pouco, o WTI para abril subia 5,33%, a US$ 91,90; e o Brent para maio ganhava 5,86%, a US$ 97,37.