Europa: Bolsas caem com ceticismo de que reservas irão conter alta do petróleo

As principais bolsas europeias fecharam em queda nesta 5ª feira, ampliando as perdas de ontem, com o petróleo novamente no foco, diante dos desdobramentos da guerra entre EUA e Irã.

Ontem, a AIE concordou em liberar 400 milhões de barris da commodity para lidar com o bloqueio do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, por onde escoava cerca de 20% do fluxo mundial da commodity.

A Agência, no entanto, ainda não estabeleceu um cronograma para quando os estoques chegarão ao mercado.

Os investidores permanecem céticos quanto à capacidade de a liberação estratégica compensar o choque global de oferta causado pelo conflito.

Há pouco, o Brent para maio era negociado em alta de 7,82%, a US$ 99,17 o barril.

Em outra frente, Trump anunciou novas investigações comerciais contra a UE e mais de uma dúzia de outras economias, conduzidas de acordo com a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

No fechamento: Londres -0,47%; Frankfurt -0,21%; Paris -0,71%; e Stoxx 600 -0,61%, aos 598,86 pontos.

Yduqs lidera baixas após resultados do 4TRI

As ações do Yduqs lideram as baixas do Ibovespa neste início de tarde, depois da divulgação dos resultados do 4TRI.

Companhia reverteu lucro e registrou prejuízo de R$ 49,5 milhões no período.

Pelo critério ajustado, o lucro líquido foi de R$ 60,2 milhões, queda de 2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Casas de análise consideraram os resultados da empresa fracos, com destaque para a geração de fluxo de caixa livre.

Item foi pressionado por itens não recorrentes. Menor desempenho operacional também foi citado por analistas

Há pouco, papel caía 12,43%, negociado a R$ 10,57, e era a terceira maior queda da bolsa.

Giro das 12h: Ibovespa perde os 180 mil pontos no combo guerra e inflação

A disparada do petróleo segue provocando preocupações com a estagflação na economia global.

No Ibovespa, as ações ligadas à commodity apoiavam a bolsa mais cedo, exceções à queda generalizada dos papeis no índice, que saiu de 183.968,48 na abertura para 179.400,98 (-2,48%) há pouco.

Pressão extra vem dos juros, que sobem firme (mais de 20 pontos) após o IPCA de fevereiro (+0,7%), no maior aumento em um ano, enquanto, na base anual, caiu um pouco menos do que o esperado.

A dúvida é se o BC optará por uma abordagem mais gradual no afrouxamento monetário na incerteza da guerra. 

Os contratos futuros do WTI e do Brent rondam os US$ 100 devido aos riscos de que o fornecimento via Golfo permaneça interrompido.

O Irã afirma que, sim, o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado, o que efetivamente elimina 20% do comércio global e leva à redução de produção em 10 milhões de bpd.

A AIE considera essa a maior interrupção da história do mercado de petróleo, o que levou à liberação de 400 milhões de barris de estoques estratégicos.

NY cede acima de 1% (Dow Jones -1,21%; S&P 500 -1,15% e Nasdaq -1,60%), o DXY mantém os 99 pontos (99,603) em alta de 0,37%.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano sobem, pressionando empresas sensíveis ao crédito. Aqui, a moeda avança 1,14%, a R$ 5,2182.