No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a escalada das tensões no Estreito de Ormuz impulsionou o petróleo, com o Brent a US$ 100 e o WTI a US$ 95, reacendendo riscos inflacionários globais. Bolsas de NY caíram com fuga de risco e cautela no crédito privado. No Brasil, o IPCA de fevereiro veio acima do esperado, pressionando ativos e elevando apostas sobre juros. O Ibovespa recuou 2,55% e o dólar subiu a R$ 5,24. Hoje, destaque para PCE nos EUA e dados de atividade no Brasil.
[13/03/26] Desconfiado de que Trump subestima a magnitude das turbulências, ao vender a ideia de um conflito curto, o mundo opera em risk-off e se prepara para interrupção prolongada no fornecimento do petróleo.
Ontem à noite, na tentativa de conter os preços, os EUA relaxaram as sanções contra a Rússia pela primeira vez desde o início da guerra da Ucrânia. No Brasil, o pacote para baixar o diesel só gerou preocupação fiscal e foi interpretado como eleitoreiro.
Com o petróleo explodindo, traders adiam os cortes do juro pelo Fed e, aqui, a uma semana do Copom, traders apostam que o ciclo pode começar mais tímido (0,25pp).
A agenda movimentada de hoje tem o PCE de janeiro, revisão do PIB/4Tri dos EUA (9h30), pesquisa de serviços do IBGE (9h) e um leilão de swap e spot no câmbio (9h30).
👉 Confira abaixo a agenda de hoje
Indicadores
▪️ 04h00 – Reino Unido: Produção industrial (jan) ▪️ 07h00 – Zona do euro: Produção industrial ▪️ 09h00 – Brasil: Pesquisa Mensal de Serviços (jan) ▪️ 09h00 – Brasil: Pesquisa Industrial Mensal – Regional (jan) ▪️ 09h00 – Brasil: Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (fev) ▪️ 09h30 – EUA: PIB (4º tri, segunda leitura) ▪️ 09h30 – EUA: PCE (jan) ▪️ 09h30 – EUA: Encomendas de bens duráveis (jan) ▪️ 10h30 – Brasil: Fazenda divulga grade de parâmetros de março ▪️ 11h00 – EUA: Sentimento do consumidor da Univ. Michigan (preliminar, mar) ▪️ 11h00 – EUA: Jolts – Abertura de vagas (jan) ▪️ 14h00 – EUA: Baker Hughes – Poços e plataformas em operação
Eventos
▪️ 09h30 – Brasil: BC realiza leilão de swap reverso e venda à vista de dólares
Juros futuros vão às máximas do ano com petróleo a US$ 100 e IPCA acima do esperado; Jan/27 testa os 14%
Os juros futuros ampliaram a alta na reta final da sessão e atingiram os maiores níveis deste ano, após um dia de forte acúmulo de prêmios, em meio à sequência dos conflitos no Oriente Médio, que levaram o petróleo à casa dos US$ 100, e o IPCA de fevereiro (+0,70%) acima do esperado (+0,63%).
O avanço da commodity e o IPCA mais alto reforçaram a preocupação com a trajetória inflacionária e aumentaram as incertezas em relação à decisão do Copom da próxima semana, com o mercado praticamente enterrando as chances de um corte de 0,5 ponto e cogitando a possibilidade de o Comitê não mexer na Selic.
Além disso, os DIs também sentiram a piora na percepção de risco fiscal após as medidas anunciadas pelo governo para tentar amenizar o aumento no preço do diesel.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,995%, depois de testar os 14% no pior momento da sessão (de 13,652% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,525%, na máxima do dia (de 13,163%); Jan/31 a 13,805% (13,473%); e Jan/33 a 13,920%, na máxima do dia (de 13,628%).