Bolsas asiáticas caem por tensão sobre a guerra no Irã

As bolsas asiáticas fecharam em queda por tensão em meio à pouca desescalada na guerra entre EUA e Israel contra o Irã, sendo os efeitos inflacionários do conflito um ponto crucial de preocupação.

A região depende fortemente do fornecimento de petróleo do Oriente Médio, e uma interrupção prolongada na oferta poderá causar amplas perturbações econômicas.

Entre os países mais vulneráveis, Japão e Coreia do Sul lideram as perda, -1,4% e -1,72%, respectivamente. O Nikkei também foi pressionado por queda de mais de 6% da Honda, que previu prejuízo anual por custos de reestruturação no negócio de veículos elétricos.

Ações chinesas caíram menos, já que o país é visto relativamente bem protegido de choques de curto prazo. O Shenzhen e o Xangai caíram 0,66% e -0,81%. O Hang Seng de Hong Kong perdeu 0,96%, com fraqueza das techs locais.

Os enormes estoques de petróleo da China, juntamente com a transição do país para energias renováveis ​​e veículos elétricos, protegeram amplamente o país, que importa cerca de 15% do seu petróleo do Irã. No início da semana, a China proibiu exportações de combustíveis refinados. Em Taiwan, o Taiex fechou em queda de 0,54%.

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a escalada das tensões no Estreito de Ormuz impulsionou o petróleo, com o Brent a US$ 100 e o WTI a US$ 95, reacendendo riscos inflacionários globais. Bolsas de NY caíram com fuga de risco e cautela no crédito privado. No Brasil, o IPCA de fevereiro veio acima do esperado, pressionando ativos e elevando apostas sobre juros. O Ibovespa recuou 2,55% e o dólar subiu a R$ 5,24. Hoje, destaque para PCE nos EUA e dados de atividade no Brasil.

Vai rolar: PCE nos EUA e serviços no Brasil

[13/03/26] Desconfiado de que Trump subestima a magnitude das turbulências, ao vender a ideia de um conflito curto, o mundo opera em risk-off e se prepara para interrupção prolongada no fornecimento do petróleo.

Ontem à noite, na tentativa de conter os preços, os EUA relaxaram as sanções contra a Rússia pela primeira vez desde o início da guerra da Ucrânia. No Brasil, o pacote para baixar o diesel só gerou preocupação fiscal e foi interpretado como eleitoreiro.

Com o petróleo explodindo, traders adiam os cortes do juro pelo Fed e, aqui, a uma semana do Copom, traders apostam que o ciclo pode começar mais tímido (0,25pp).

A agenda movimentada de hoje tem o PCE de janeiro, revisão do PIB/4Tri dos EUA (9h30), pesquisa de serviços do IBGE (9h) e um leilão de swap e spot no câmbio (9h30).

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Indicadores

▪️ 04h00 – Reino Unido: Produção industrial (jan)
▪️ 07h00 – Zona do euro: Produção industrial
▪️ 09h00 – Brasil: Pesquisa Mensal de Serviços (jan)
▪️ 09h00 – Brasil: Pesquisa Industrial Mensal – Regional (jan)
▪️ 09h00 – Brasil: Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (fev)
▪️ 09h30 – EUA: PIB (4º tri, segunda leitura)
▪️ 09h30 – EUA: PCE (jan)
▪️ 09h30 – EUA: Encomendas de bens duráveis (jan)
▪️ 10h30 – Brasil: Fazenda divulga grade de parâmetros de março
▪️ 11h00 – EUA: Sentimento do consumidor da Univ. Michigan (preliminar, mar)
▪️ 11h00 – EUA: Jolts – Abertura de vagas (jan)
▪️ 14h00 – EUA: Baker Hughes – Poços e plataformas em operação

Eventos

▪️ 09h30 – Brasil: BC realiza leilão de swap reverso e venda à vista de dólares