Giro das 12h: Ibovespa perde força com piora em ações de peso e NY
O Ibovespa perdeu força e cai agora a 179.264,77 (-0,01%), com as ações de maior participação pesando sobre o índice.
A principal lista de ações da B3 chegou a fazer máxima de 180.995,79 na esteira de resultados favoráveis da Pesquisa Mensal de Serviços e queda dos juros.
Há pouco, Vale cedia 0,05%; Petrobras ON tinha baixa de 0,58% e PN caía 1,02% e Bradesco PN registrava perda de 0,77%.
NY devolveu ganhos da abertura. Dow Jones é estável em leve alta de 0,04%; o S&P 500 cai 0,20% e o Nasdaq recua 0,46%.
Os investidores avaliam indicadores que confirmaram inflação acima da meta, em sessão de queda leve nos preços do petróleo.
Às vésperas da decisão de juros do Fed, amplamente esperado que permaneça entre 3,50%-3,75%, o PIB americano apontou para desaceleração maior que a esperada.
Aqui, o mercado se divide entre as chances de um corte de 25pb ou 50pb no Copom.
A incerteza sobre a duração da guerra no Oriente Médio sustenta busca por proteção, que eleva o índice DXY a 100 pontos (100,193), em alta de +0,46%.
Aqui a moeda sobe a R$ 5,2492 (+0,13%), após oscilar entre a máxima de R$ 5,2599 e a mínima de R$ 5,2155.
Os juros futuros também passaram a subir levemente, acompanhando a moeda, enquanto os rendimentos dos Treasuries estão mistos.
Magazine Luiza lidera altas, apesar do resultado fraco do 4TRI
Os papéis do Magazine Luiza têm o melhor desempenho do Ibovespa e estão entre as maiores altas da bolsa nesta sexta-feira.
Isso acontece apesar do resultado do 4TRI, quando a varejista teve queda de 10,5% do lucro líquido ajustado.
Já o Ebitda avançou 2,5% e a receita líquida teve alta anual de 3,4%.
Em sua maioria, as casas de análise consideraram os resultados como fracos, mas destacaram a melhora operacional e os avanços na reestruturação financeira.
Há pouco, ação subia 7,13%, negociada a R$ 10,07 (R$ 10,33, na máxima). Em março, papel acumula alta de mais de 7%, mas nos últimos 30 dias, a queda supera 1,50%.
Abertura: Dólar se descola do exterior enquanto DXY avança a 100 pontos
O dólar cede a R$ 5,2190 (-0,44%), descolando-se do exterior, onde a moeda norte-americana deve fazer seu segundo ganho semanal, na busca por proteção diante da incerteza da guerra no Oriente Médio.
Trump disse que o Irã está “prestes a se render” e o noticiário internacional afirma que o líder iraniano está gravemente ferido.
O DXY subiu a 100,299 e agora avança a 99,918 (+0,18%), com o petróleo oscilando perto dos US$ 100 o barril, o que prejudica economias mais dependentes de importação.
Os rendimentos dos Treasuries recuam após dados mostrarem inflação acima da meta do Fed e PIB americano (0,7%) na metade da estimativa inicial de 1,4%.
Isso favoreceria um corte de juros pelo BC dos EUA em 2026, se não fosse a guerra.
Aqui, os juros cedem, acompanhando a moeda.
O FOMC, na 4ª feira, deve revisar as projeções de inflação norte-americana para cima e as de crescimento para baixo, enquanto o BCE pode sinalizar juros mais altos este ano (na 5ª feira).
Para o Copom, o mercado está dividido sobre um corte na Selic em 25pb ou 50 pb. Os dados de serviços no Brasil subiram a 0,3% em janeiro, de -0,2% em dezembro.