No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a melhora do apetite por risco global após os EUA aplicarem tarifas de 10%, abaixo do esperado, reduzindo prêmios e fortalecendo apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve no 2º semestre. As bolsas em Nova York avançaram enquanto o petróleo recuou em meio à volatilidade geopolítica. No Brasil, o Ibovespa renovou máxima histórica aos 191 mil pontos, acumulando alta de 18,85% em 2026. O dólar caiu 0,26%, para R$ 5,15, com recuo superior a 6% no ano, apoiado por forte fluxo estrangeiro. A agenda de hoje traz crédito bancário e sondagem industrial no Brasil, além do CPI da Zona do Euro e o PIB da Alemanha.
Vai rolar: Balanço da Nvidia e indicador fiscal no radar
[25/02/26] PIB na Alemanha e inflação na Zona do Euro são os únicos indicadores lá fora, enquanto nos Estados Unidos falam mais três Fed boys, que ontem ajudaram a aliviar o medo da IA, na véspera do balanço da Nvidia, hoje, após o fechamento.
A decisão da Casa Branca de manter a nova tarifa em 10% e as negociações com o Irã também resgataram o bom humor. Mas as incertezas permanecem, favorecendo a volatilidade.
Em seu longo discurso do Estado da União, Trump falou de tudo, inclusive de tarifas e do Irã. Aqui, o fluxo ininterrupto de dólares levou o Ibov a novo recorde, com forte apreciação do real.
Na agenda, superávit do Governo Central, pesquisa eleitoral e o resultado de Nubank.
👉 Confira abaixo a agenda de hoje
Indicadores
▪️ 04h00 – Alemanha: PIB (4º tri, final)
▪️ 05h00 – Brasil: IPC-Fipe (3ª quadrissemana de fev)
▪️ 07h00 – Zona do euro: CPI (jan, final)
▪️ 08h30 – Brasil: BC – Nota de crédito (jan)
▪️ 08h30 – Brasil: Tesouro – Resultado primário do Governo Central (jan)
Juros futuros recuam com maior apetite por risco e arrecadação recorde em janeiro
Os juros futuros recuaram nesta 3ªF, acompanhando a queda do dólar, em uma sessão de maior apetite global por risco.
Pela manhã, as taxas chegaram a cair 10 pp, reagindo aos números fortes da arrecadação federal, que subiu 3,56% em termos reais e somou R$ 325,751 bilhões em janeiro, o maior valor já registrado pelo país para meses de janeiro desde o início da série histórica, em 1995.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,235% (de 13,234% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,565% (12,595%); Jan/31 a 12,990% (13,043%); e Jan/33 a 13,245% (13,309%).