Petróleo volta a subir e acumula ganho de até 11,3% na semana com guerra no Irã
Os contratos futuros de petróleo avançaram ainda mais nesta 6ªF, registrando ganhos em quatro das cinco sessões da semana – com alívio temporário apenas na terça, quando Trump chegou a dizer que guerra contra o Irã terminaria “em breve”.
Hoje, o presidente americano já prevê pelo menos mais uma semana de conflito, prometendo atacar “com muita força”, e deixando em aberto o horizonte de um eventual cessar-fogo.
O fechamento do Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global da commodity, já representa a pior interrupção no fornecimento da história.
Desde o início do conflito, o petróleo já avançou cerca de 40%. O resultado é um forte temor de inflação e consequências para a economia mundial.
Alguns operadores disseram à Bloomberg que já se preparam para uma interrupção longa, visto que Mojtaba Khamenei usou seus primeiros comentários como novo líder do Irã para afirmar que seu país deveria manter o Estreito bloqueado.
Também houve relatos — contestados pelos EUA — de que o Irã estaria começando a instalar minas navais na região.
No fechamento, o contrato do Brent para maio subiu 2,67%, a US$ 103,14 por barril na ICE, enquanto o WTI para abril avançou 3,11%, a US$ 98,71 por barril na Nymex. Na semana, as altas acumuladas são de 11,27% e 8,59%, respectivamente.
Giro das 15h: Petróleo não cede e bolsas continuam em queda, enquanto dólar sobe; DIs já sugerem manutenção da Selic pelo Copom
O petróleo não sobe mais igual um foguete como nos últimos dias, mas continua em tendência de alta nesta 6ªF, com o Brent operando acima dos US$ 100 o barril (Brent/maio +0,68%, a US$ 101,14; WTI/abril +1,17%, a US$ 96,85), mesmo após os EUA liberarem o acesso ao petróleo russo e a AIE disponibilizar 400 milhões de barris das reservas de emergência.
O dólar também ganha força globalmente, com o índice DXY rompendo os 100 pontos (+0,58%, aos 100,314) e por aqui não é diferente, com a moeda americana em alta de 1,03%, a R$ 5,29661.
No mercado de juros, operadores relatam movimento de “stop loss” nas taxas, que avançam em torno de 30 pb, com o DI Jan/27 operando acima dos 14% (14,305%).
A curva já precifica chances quase iguais de corte de 0,25 pp ou de manutenção da Selic no Copom de 4ªF, enquanto um corte de 0,5 pp está praticamente “enterrado”.
A bolsa sente a agitação dos investidores, mas a liquidez baixa (projetando R$ 26 bilhões no fechamento) deixa as oscilações mais gritantes.
Há pouco, o Ibovespa caía 0,66%, para 178.102 pontos, sem contar com o porto seguro de Petrobras, que devolve ganhos recentes (ON -0,02%; PN -0,69%). Em NY, o viés é de baixa (Dow Jones -0,15%; S&P500 -0,55%; Nasdaq -0,97%) com a declarações contraditórias de Donald Trump.
Ele parece ter abandonado o discurso de guerra breve e agora fala acabar o conflito “quando ele decidir”. Hoje, ele prometeu atacar Irã “com muita força” na próxima semana.
Ouro cai com incertezas sobre guerra no Irã e posicionamento do Fed
O ouro engatou a terceira sessão consecutiva de queda, diante das incertezas sobre o tempo de duração da guerra entre EUA e Irã, que hoje completa duas semanas – com a promessa de Trump de que atacará “com muita força” na próxima.
Além disso, reiterou cabe a ele determinar quando a investida fechará ao fim. O comportamento também é pressionado pela valorização do dólar frente a pares (DXY +0,58% há pouco), e pela percepção do mercado de que o Fed deve adiar eventuais cortes nas taxas de juros americanas, devido a preocupações com a inflação, sobretudo em razão da disparada do petróleo.
O banco Barclays, por exemplo, ajustou sua projeção de dois para um corte apenas nos juros dos EUA neste ano, de 0,25 pp.
A previsão de início da flexibilização também foi adiada, de junho para setembro, enquanto existem apostas gerais no mercado de que não haverá cortes neste ano.
O contrato do metal precioso para abril fechou em baixa de 1,25% na Comex, cotado a US$ 5.061,70 por onça-troy, com perda acumulada de 1,89% na semana. (BDM Online)