Juros futuros disparam com mercado passando a apostar na manutenção da Selic na próxima semana, diante do risco inflacionário do petróleo

Os juros futuros fecharam com forte alta nesta 6ªF, em meio a um desmonte de posições que apostavam em uma queda mais acentuada da Selic.

Operadores relataram o disparo de ordens “stop loss” durante a tarde, o que levou as taxas a acumularem até 45 pb em relação ao fechamento de ontem.

O reajuste de combustíveis da Petrobras, a manutenção do petróleo acima dos US$ 100 e as sinalizações de Donald Trump de que vai intensificar os ataques ao Irã na próxima semana fizeram o mercado rever suas apostas para o Copom da próxima semana.

Investidores passaram a acreditar na hipótese de manutenção da Selic, além de uma redução mais lenta dos juros ao longo do ano, em meio ao risco de alta da inflação.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,315% (de 13,927% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,930% (13,444%); Jan/31 a 14,165% (13,738%); e Jan/33 a 14,230% (13,851%).

Fechamento: Ibovespa perde os 178 mil pontos e acumula queda de 0,9% na semana com guerra e Selic no radar; dólar vai a R$ 5,31

A disparada nos juros futuros, sugerindo manutenção da Selic em 15% na reunião da semana que vem do Copom, motivou um movimento de “stop loss” e agravou o sentimento de aversão ao risco na bolsa – já bastante acentuado com a guerra no Irã.

O Ibovespa fechou em baixa de 0,91%, aos 177.653,31 pontos, com giro um pouco mais fraco que usual, de R$ 29,2 bilhões.

Na semana, o índice acumulou perda de 0,95%, alcançando baixa de 5,90% desde o início do conflito no Oriente Médio, há 14 dias.

Assim como ontem, os principais bancos lideram as perdas entre as blue chips: Bradesco PN -2,06% (R$ 18,99), BTG -1,76% (R$ 55,11), BB -1,73% (R$ 23,81), Santander -1,18% (R$ 30,22) e Itaú PN -0,68% (R$ 42,40).

Vale mais uma vez ignorou a alta do minério (+2,33%) e caiu (-1,19%; R$ 78,30), enquanto Petrobras também recuou (PN -0,73%, a R$ 44,67; e ON -0,54%, a R$ 49,38), contrariando o avanço do petróleo, em dia no qual anunciou um aumento de R$ 0,38 no valor do diesel, equivalente a 11,6%.

Braskem PNA liderou as perdas do índice com -6,97% (R$ 11,35), seguida de CSN (-6,23%; R$ 5,72) e Hapvida (-6,17%; R$ 8,67).

Do lado positivo, SLC Agrícola puxou a fila com +2,51% (R$ 18,00), acompanhada de BB Seguridade (+1,98%; R$ 35,05) e TIM (+1,49%; R$ 26,60).

O dólar à vista subiu 1,41%, para R$ 5,3163, e acumulou alta de 1,38% na semana.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA:  -0,91% | 177.653,31 pts

▫️ DOW JONES: -0,26% | 46.558,47 pts

▫️ S&P500: -0,61% | 6.632,19 pts

▫️ NASDAQ: -0,93% | 22.105,36 pts

▫️ DÓLAR: +1,41% | R$ 5,3163

▫️ EURO: +0,31% | R$ 6,0590

▫️ BITCOIN: +1,30% | US$ 71.128,00

Dólar vai a R$ 5,31 com incertezas sobre a guerra e ajuste de posições nos DIs para o Copom; moeda subiu 1,4% na semana

O dólar à vista fechou em forte alta nesta 6ªF, em meio à piora na percepção de risco doméstico, com a queda da bolsa e a disparada dos juros futuros.

Operadores relataram desmonte de posições no mercado de juros que apostavam na queda mais intensa da Selic, o que acabou reverberando em outros ativos.

Lá fora, a sessão também foi de forte alta do dólar frente aos pares, com o índice DXY superando os 100 pontos, após declarações de Trump, de que vai atacar o Irã “com muita força” na próxima semana, e que o conflito vai acabar “quando ele decidir”, contrariando a previsão dele mesmo, de que a guerra acabaria “em breve”.

O dólar à vista fechou em alta de 1,41%, a R$ 5,3163, após oscilar entre R$ 5,2155 e R$ 5,3253.

Na semana, a moeda subiu 1,38%.

Às 17h08, o dólar futuro para abril subia 1,18%, a R$ 5,3440. Lá fora, o índice DXY avançava 0,72%, para 100,457 pontos.

O euro caía 0,83%, a US$ 1,1417. E a libra recuava 0,93%, a US$ 1,3220.