Vai rolar: IBC-Br e dados de atividade nos EUA

[16/03/26] O conflito no Oriente Médio entra na terceira semana, sem negociações diplomáticas e sob a ameaça de Trump de atacar o Irã “com muita força” nos próximos dias, esvaziando a previsão de que a guerra acabaria “em breve”. O Pentágono estima mais de quatro a seis semanas para completar a missão.

A perspectiva de uma ofensiva mais prolongada, que consolida o petróleo acima dos US$ 100 e pressiona a inflação, desperta especulações de última hora de que o Copom limite o corte da Selic na quarta-feira para 25pb ou até mesmo opte por pausa. Não tem aposta de graça.

O Fed, que também se reúne na Superquarta, pode adiar para o 4TRI o início do ciclo de desaperto, antes esperado para junho. Ainda o BCE, BoE, BoJ e PBoC podem assumir guidances mais hawkish com a guerra.

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Indicadores

▪️ 08h00 – Brasil: FGV – IPC-S (semanal)
▪️ 08h25 – Brasil: BC – Relatório Focus
▪️ 09h00 – Brasil: BC – IBC-Br (jan)
▪️ 09h30 – EUA: Empire State – Atividade industrial (mar)
▪️ 10h15 – EUA: Produção industrial (fev)
▪️ 11h00 – EUA: NAHB – Confiança das construtoras (mar)
▪️ 15h00 – Brasil: Secex – Balança comercial (semanal)

Balanços

▪️ Brasil/após o fechamento – Itaúsa, Natura, Sabesp e Terra Santa Agro

Petróleo dispara com a guerra e mercado ajusta apostas para o Copom

A guerra no Irã completa duas semanas, com o petróleo consolidando o patamar de US$ 100, diante da manutenção do bloqueio do Estreito de Ormuz e de discursos contraditórios de Donald Trump.

Depois de falar que o conflito acabaria “em breve”, o presidente americano disse hoje que a guerra acabará “quando ele decidir”, além de prometer atacar Irã “com muita força” na próxima semana.

O cenário de petróleo elevado por mais tempo obrigou a Petrobras a reajustar o diesel e aumentou as preocupações do mercado com a inflação.

A aposta de que o Copom cortaria a Selic em 0,5 pp na próxima semana foi praticamente enterrada, e mesmo uma redução de 0,25 pp se tornou uma dúvida, com a curva de juros sofrendo forte ajuste hoje para precificar a possibilidade de manutenção da Selic.

O BDM Online entra agora em esquema de plantão para notícias extraordinárias e voltará a ser atualizado normalmente na 2ªF, às 7h. Bom fim de semana!

Juros futuros disparam com mercado passando a apostar na manutenção da Selic na próxima semana, diante do risco inflacionário do petróleo

Os juros futuros fecharam com forte alta nesta 6ªF, em meio a um desmonte de posições que apostavam em uma queda mais acentuada da Selic.

Operadores relataram o disparo de ordens “stop loss” durante a tarde, o que levou as taxas a acumularem até 45 pb em relação ao fechamento de ontem.

O reajuste de combustíveis da Petrobras, a manutenção do petróleo acima dos US$ 100 e as sinalizações de Donald Trump de que vai intensificar os ataques ao Irã na próxima semana fizeram o mercado rever suas apostas para o Copom da próxima semana.

Investidores passaram a acreditar na hipótese de manutenção da Selic, além de uma redução mais lenta dos juros ao longo do ano, em meio ao risco de alta da inflação.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,315% (de 13,927% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,930% (13,444%); Jan/31 a 14,165% (13,738%); e Jan/33 a 14,230% (13,851%).