Bolsas europeias operam majoritariamente no vermelho com pressão da guerra no Oriente Médio

As bolsas europeias operam majoritariamente no campo negativo nesta 2ªF, ainda pressionadas pelas incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio, que entrou na terceira semana de conflito. O índice em Londres é exceção na tendência.

Os investidores mantêm-se atentos ao aumento persistente do preço do petróleo, devido à interrupção do escoamento do produto no Estreito de Ormuz, e os riscos da elevação da inflação global.

Ainda são aguardados pelos mercados como serão os efeitos da ofensiva militar de EUA e Israel contra o Irã nas diversas decisões de política monetária que ocorrem nos próximos dias, como a do Fed e do BCE.

Há pouco, a bolsa de Londres subia 0,15%; a de Frankfurt baixava 0,34% e a de Paris perdia 0,33%. Os índices STOXX 50 (-0,16%) e STOXX 600 (-0,13%) também recuavam.

Bolsas asiáticas fecham mistas com guerra e alta do petróleo

Os mercados asiáticos fecharam mistos com a guerra no Oriente Médio entrando na terceira semana e os preços do petróleo, acima de US$ 100, impulsionados por ataques a rotas marítimas e infraestrutura energética perto do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do fornecimento mundial.

No fim de semana, Trump ameaçou realizar novos ataques ao principal centro de exportação do Irã.

O Nikkei do Japão caiu 0,13% e o KOSPI da Coreia do Sul subiu 1,14%. Os investidores também avaliaram novos dados econômicos da China que apontaram para um início de ano mais forte do que o esperado, embora os investidores permanecessem cautelosos devido aos riscos geopolíticos globais.

O Xangai caiu 0,26% e o Shenzhen subiu 0,19%. O Hang Seng de Hong Kong ganhou 1,45%. Em Taiwan o Taiex perdeu 0,45%.

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a alta do petróleo segue como principal foco de instabilidade, com o Brent acima de US$ 100 após ameaças no Estreito de Ormuz. Bolsas de NY caíram, dólar global se fortaleceu e o DXY superou 100 pontos. No Brasil, Ibovespa recuou a 177 mil pontos e o dólar subiu a R$ 5,31, com atuação do Banco Central. O IPCA de fevereiro ficou em 0,7% e a semana será marcada pela super quarta, com decisões do Fed e do Copom.