Abertura: Dólar e juros caem; exterior corrige excessos antes de decisões de política monetária
O dólar cede a R$ 5,2653 (-0,96%) e os juros caem em torno de 20 pontos, corrigindo aversão ao risco recente e em linha com o exterior
Os rendimentos dos Treasuries recuam e o DXY se afasta das máximas de três meses, em queda de 0,36% (99,999).
Os juros da Note de 10 anos caem a 4,23% e os da Note de 2 a 3,68%, após cinco sessões de lata, antes de uma bateria de decisões de juros.
Para esta semana estão previstas reuniões do Fed, BCE BoJ, BoE, além do BC brasileiro, que devem fornecer suas perspectivas em relação aos juros.
Aqui, as taxas adicionalmente reagem ao anúncio de cancelamento de leilões de prefixados e NTN-Bs, além da recompra de títulos.
O brent segue acima de US$ 100 por barril, com o mercado de olho no noticiário de guerra após notícia sobre a passagem de dois navios pelo Estreito de Ormuz no sábado.
No Focus, mais cedo, as projeções para a inflação do ano foram revistas para cima, a 4,10%, de 3,91%.
Futuros de NY demonstram recuperação após perdas da semana passada
Os futuros de NY demonstram recuperação nesta 2ªF, depois das perdas registras na semana passada, ainda com foco nas incertezas relacionadas à guerra de EUA e Israel contra o Irã, que entrou na terceira semana de conflito.
Os impactos inflacionários da elevação persistente dos preços do petróleo preocupam os mercados.
Na agenda da semana, o evento mais aguardado é a decisão do Fed, na 4ªF, cujo consenso é de manutenção das taxas de juros entre 3,50% e 3,75%. Hoje, são esperados dados sobre a atividade industrial nos EUA.
Destaque positivo no pré-mercado, as ações da Meta avançam diante da notícia de que a dona do Facebook estaria planejando demitir em torno de 20% dos seus 80 mil funcionários.
Há pouco, o Dow Jones subia 0,45%, o S&P 500 ganhava 0,67% e o Nasdaq também avançava 0,80%.
Petróleo opera em baixa, mas com brent ainda negociado acima dos US$ 100 por barril
Os contratos futuros do petróleo operam em baixa nesta 2ªF, mas com as cotações do brent ainda negociadas acima dos US$ 100 por barril.
O movimento ocorre em meio às ameaças do presidente Donald Trump de atacar a infraestrutura de exportação da commodity do Irã na Ilha de Kharg, após bombardeio a alvos militares no local, caso o país continue a interferir na passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.
O território é considerado estratégico por responder por cerca de 90% da exportação de petróleo do Irã.
Há pouco, o WTI para abril caía 0,86%, a US$ 96,01; e o Brent para maio baixava 0,18%, a US$ 102,95.